GALP generosa para os accionistas

O aumento das margens de lucro nos combustíveis vendidos em 2020 e 2021, conjugado com uma recuperação do mercado neste último ano, contribuiu em grande parte para o excesso de liquidez que a administração da GALP Energia tenciona converter em dividendos.

Para a Comissão Central de Trabalhadores da Petrogal, esta é também uma opção «pela fuga de capital para o estrangeiro, pela destruição do aparelho produtivo e pelo empobrecimento do País».

A CCT da Petrogal reagiu, dia 11, num comunicado, a uma comunicação feita pela administração à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a antecipar que irá rever a distribuição de dividendos. Isto significa, realça a CCT, «aumentar a fatia de resultados a distribuir por quem nada produz».

Haver «demasiado dinheiro em caixa» deixará perplexos muitos trabalhadores, «especialmente aqueles que foram despedidos, porque alegava a mesma administração que não havia colocação para eles».

No relatório «Trading Update 4T», o excesso parece dever-se «a uma conjuntura internacional favorável» e a «margens historicamente elevadas», factos que «contradizem mais uma vez os argumentos utilizados para encerrar a refinaria do Porto». Mas foi nos relatórios da entidade reguladora (ENSE) que a CCT viu o aumento das margens na venda de gasóleo e gasolina (10 cêntimos por litro).

«Há uma transferência/drenagem directa da economia portuguesa para os accionistas da GALP e o Governo assiste a tudo de uma forma comprometida», acusa a CCT.

 



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