Vontade reforçada para levar a luta avante

Quem é militante comunista ou amigo do Partido já ouviu, num ou noutro momento particular, alguém dizer que o PCP é «velho», está «desgastado», condenado a «mirrar» até «desaparecer» e tornar-se «irrelevante» para a vida política nacional. Ora, não há melhor resposta do que os muitos exemplos concretos que demonstram que nenhum partido recebe, valoriza e integra tão bem os jovens como o PCP.

E são muitos os exemplos: as iniciativas da Juventude Comunista Portuguesa repletas de militantes; as propostas apresentadas na Assembleia da República que são o resultado de um profundo conhecimento da realidade da juventude ou os jovens que todos os dias chegam ao seu Partido com vontade de levar a luta mais além.

O Avante! falou com dois destes jovens que provaram, através do seu exemplo concreto, não serem verdadeiras as teorias que sentenciam o PCP à morte.

Paula tem 24 anos e é natural de Macedo de Cavaleiros. Licenciou-se recentemente em Solicitadoria no Instituo Politécnico de Bragança e está, neste momento, a realizar o estágio de acesso à ordem profissional.

Apesar de ser ainda bastante jovem, o primeiro contacto de Paula com o Partido já conta quase uma década. Foi aos 16 anos que começou a seguir as publicações do PCP nas redes sociais. Além disso, também começou a prestar mais atenção ao que via na televisão e ao que lia nos jornais.

«Nessa altura já seguia algumas posições do Partido e revia-me nelas», conta: «quanto me senti com maturidade suficiente para tal, decidi voluntariar-me para ajudar o Partido no que fosse preciso.» Foi em 2019 que o fez, através da Internet, e «passado algum tempo» e «passadas algumas experiências com o Partido», Paula percebeu que realmente fazia sentido ser militante. Foi perto das celebrações do Centenário que decidiu dar esse passo.

A militante, que chegou a ser candidata à freguesia de Ala e Vilarinho do Monte nas eleições autárquicas de 2021, relata que foi sempre muito bem integrada pelos seus camaradas e que não esperava que «houvesse um contacto tão grande com as pessoas e com os trabalhadores».

Desde o importante passo que deu, Paula foi integrada na Comissão Concelhia de Macedo de Cavaleiros e na Direcção da Organização Regional de Bragança. Para as eleições legislativas de 30 de Janeiro integra a lista da CDU como candidata suplente.

David olha para o futuro com esperança e com os pés bem assentes no chão. Sabe que as batalhas vindouras serão duras para os comunistas, mas também espera que o contributo de jovens como ele possam ajudar na luta que os restantes camaradas travam há mais tempo.

O jovem militante, de Alijó, Vila Real, tem 23 anos e trabalha no sector da restauração, mais precisamente num dos muitos restaurantes da cadeia de fast-food McDonalds.

Apesar de ouvir falar do Partido já há alguns anos através das histórias do avô de um amigo seu, foi só quando entrou no mundo laboral que começou a procurar saber mais sobre o PCP e a conhecer melhor as suas posições.

«Lembro-me que à medida que a exploração no meu local de trabalho aumentava, cada vez mais começava a pensar que ser comunista não é só ser. Tem de se ter actividade, fazer parte de uma estrutura organizada, de um movimento, de um Partido», afirmou.

David acabou por se inscrever no PCP antes das últimas eleições presidenciais. Desde então – volvido praticamente um ano – é delegado sindical da Federação dos Sindicatos da Hotelaria e procura, em conjunto com os restantes camaradas entretanto recrutados no seu local de trabalho, continuar a desenvolver a luta que começa já a dar alguns frutos.



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