Comemorações do Centenário prosseguem

Na Marinha Grande, em Barcelos e no Seixal, os 100 anos do PCP foram evocados este fim-de-semana com iniciativas que continuam a suscitar ampla participação.

Os comunistas portugueses continuarão a intervir com determinação

«A luta do PCP contra a submissão às imposições da União Europeia e do euro, pela soberania e independência nacionais» foi o tema do debate realizado sexta-feira, 26, nas instalações do Sport Operário Marinhense, que teve como oradores, a partir da mesa, Ângelo Alves e João Ferreira, membros da Comissão Política do Comité Central, e João Pimenta Lopes, do Comité Central e deputado do PCP no Parlamento Europeu.

A primeira intervenção coube a Ângelo Alves, que se centrou no conceito de soberania ligando-o aos direitos democráticos consagrados na Constituição e sublinhando a importância e centralidade da luta pela soberania e independência nacionais num quadro internacional em que o imperialismo vê na soberania dos povos um obstáculo à sua política de exploração e opressão e domínio.

Por sua vez, João Ferreira abordou a história do projecto de integração capitalista europeu e das posições e análises do PCP ao longo das décadas, sublinhando o contributo de Álvaro Cunhal nessa reflexão.

Referindo ainda o Programa do PCP, o dirigente comunista concluiu que a luta contra a União Europeia (UE) do grande capital é um contributo para a abertura de outra forma de relacionamento entre estados europeus, assente na igualdade e respeito soberanos.

João Pimenta Lopes finalizou as intervenções centrais frisando os desafios que se colocam para libertar Portugal da submissão à UE e ao euro e o confronto destes com a Constituição. Relacionou, igualmente, a discussão que está em curso nas instituições da UE e a actual situação política em Portugal, demonstrando a relação entre questões em que o Governo do PS se recusou a avançar e os projectos de privatização e concentração capitalista em discussão na UE.

História no campo...

Um dia antes, quinta-feira, 25, em Barcelos, o tema do debate promovido no Auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos foi «O PCP no apoio à organização e luta dos pequenos e médios agricultores, dos rendeiros e compartes dos baldios, iniciativa que contou com a presença de dezenas de agricultores e dirigentes associativos do movimento camponês.

Evocado foi o percurso centenário de intervenção do PCP junto dos pequenos agricultores e compartes dos baldios, seja nos tempos do fascismo – no apoio à luta dos operários agrícolas pelas 8 horas de trabalho nos campos do sul ou dos povos serranos em defesa do direito ao usufruto dos baldios e contra a florestação forçada; seja no luminoso período da Revolução de Abril, onde se conseguiu avançar no arrendamento rural e em todas as áreas onde os problemas se colocavam com grande acuidade, seja ainda no processo contra-revolucionário e de integração na então CEE e na PAC, que destruíram uma importante parte do tecido agrícola português.

Intervieram na sessão Agostinho Lopes e Fernando Oliveira Batista, ex-ministro da Agricultura nos IV e V Governos Provisórios, e João Frazão, membro da Comissão Política do PCP, que apontou elementos de uma outra política patriótica e de esquerda «que corresponde aos mais profundos interesses dos pequenos e médios agricultores e, por isso, da agricultura nacional e da nossa pátria».

No sábado, 27, por iniciativa da Comissão Concelhia do Seixal do PCP, decorreu uma sessão de comemoração do Centenário do Partido, levada a cabo em torno do livro «100 anos de luta», cuja apresentação coube a Jaime Rocha, do GES do PCP, e em que participou o Grupo Coral Alentejano da ASSTAS.

Em Santiago do Cacém, ontem, 1 de Dezembro, arrancou o ciclo de espectáculos comemorativos dos 100 anos do PCP promovidos pelas quatro organizações regionais do Alentejo, sob o mote «É tão lindo o meu Partido», do qual daremos conta na próxima edição.



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