CPPC reafirma urgência de abolir armas nucleares
O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), numa posição assumida na semana passada, reafirma a urgência de abolir as armas nucleares, garantindo ser «tempo de elevar a acção pela paz e o desarmamento. Em defesa da Humanidade e da vida». Em causa estão as ameaças decorrentes da crescente agressividade do imperialismo.
«As despesas militares e a corrida armamentista não cessam de aumentar, impulsionadas pelos Estados Unidos da América, país que representa cerca de um terço do total das despesas militares ao nível mundial. Parte considerável dos gastos militares norte-americanos destinam-se precisamente à modernização do seu arsenal nuclear e a sua doutrina militar prevê a utilização de armamento nuclear num primeiro ataque, inclusive contra países que não disponham deste tipo de armamento», denuncia o CPPC, para quem acrescem, a estas, novas ameaças – em particular, o abandono pelos EUA de «importantes tratados de limitação e contenção de armamento nuclear» e a «criação ou reactivação de tratados militares no Indo-Pacífico e o reforço da sua presença militar nessa região».
Para o CPPC, o acordo recentemente celebrado entre os EUA, o Reino Unido e a Austrália (AUKUS), «inclui a aquisição por parte deste último Estado de submarinos nucleares», desrespeitando assim o espírito do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, ao implicar a transferência de tecnologia nuclear para fins militares. Ameaça igualmente o Tratado de Rarotonga, «que consagra o Pacífico Sul como zona livre de armas nucleares».
Reafirmando a exigência de que Portugal adira ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares (aprovado em 2017 e já em vigor), o CPPC garante que continuará a luta «pelo desarmamento geral, simultâneo e controlado», certo de que tem do seu lado a Constituição da República Portuguesa e a «vontade da esmagadora maioria dos portugueses, que querem a paz e o fim das armas nucleares e de destruição massiva».