Não há descartáveis na limpeza do São José
O PCP voltou a estar ao lado dos trabalhadores da higiene industrial do Hospital de São José, em Lisboa, que dia 8 cumpriram uma greve em defesa dos seus direitos e rendimentos.
O Partido já tinha estado presente na greve de 14 de Junho
Na paralisação convocada pelo STAD, cuja adesão foi de cerca de 70 por cento no turno da manhã, compareceu Tiago Dores, da Direcção da Organização Regional de Lisboa (DORL) do PCP. De resto, o Partido já tinha estado presente na greve levada a cabo no passado dia 14 de Junho, à qual a Sá Limpa, prestadora do serviço de limpeza ao Hospital de São José, respondeu agravando a ofensiva contra os direitos e rendimentos dos trabalhadores.
A empresa é apenas mais uma das concessionárias de higiene industrial subcontratadas naquela unidade de saúde. Alguns dos trabalhadores agora a ela vinculados, estiveram-no a outras exploradoras intensivas de mão-de-obra, enfrentando semelhante prepotência patronal.
Assim que ganhou o concurso no Hospital de São José, a Sá Limpa promoveu a redução da massa salarial, designadamente não pagando o acordado para o subsídio de alimentação e subtraindo o valor devido pelo trabalho em dia feriado.
Em Junho, os trabalhadores cumpriram uma greve contra esta ofensiva e os secretários de Estado da Saúde e do Trabalho decretaram serviços mínimos, à margem da lei, explica a DORL.
Apoiada pelo Governo, a Sá Limpa avançou com castigos contra os grevistas e pela via da intimidação, razão pela qual os trabalhadores protestaram, de novo, na passada sexta-feira, dia 8.
Exigiram não apenas o arquivamento dos processos de que são alvo, mas também o cumprimento dos seus direitos e a valorização dos respectivos rendimentos, já que, a maioria, aufere o salário mínimo nacional.