Críticas à insolvência da Groundforce
O PCP considera «grave e completamente inaceitável» a concordância do Governo com o pedido da TAP de insolvência da SPDH/Groundforce e anunciou que vai chamar ao Parlamento para prestar esclarecimentos o ministro das Infra-estruturas e Habitação, que tutela a companhia aérea nacional. É grave porque «precariza ao extremo a vida dos 2400 trabalhadores da SPDH/Groundforce e suas famílias», mas também porque «desestabiliza a TAP num momento crítico para a recuperação económica da empresa», afirmou o deputado comunista Bruno Dias, anteontem, 11, numa declaração no Parlamento, em que expressou a solidariedade do PCP para com os trabalhadores.
Criticando o Governo por ter seguido um «caminho desestabilizador, moroso e de final incerto», em vez de utilizar os instrumentos de que dispõe para «clarificar e estabilizar a situação, através de uma nacionalização», o parlamentar do PCP considerou que a Groundforce «não é uma empresa insolvente», lembrando que sem ela «não há operação aeroportuária em Portugal».