Hospital privado dos Açores depreda recursos públicos
Com um custo de cerca de 40 milhões de euros, boa parte provenientes de fundos públicos, foi inaugurado, dia 8, o primeiro hospital privado dos Açores, o qual representa um prejuízo, considera a Organização Regional dos Açores do PCP.
«Não obstante as carências notórias, ninguém pode negar que o Serviço Regional de Saúde (SRS) tem respondido às necessidades». Daí que «houvesse mais investimento na Saúde e não haveria os atrasos e as listas de espera», acrescenta o Partido, para reafirmar que, ao invés de financiar uma unidade privada, o erário público devia apostar na melhoria do SRS.
«Já se sabe que grande parte do corpo profissional deste hospital privado será composto por profissionais de saúde diretamente ligados ao Hospital do Divino Espírito Santo, muitos dos quais irão manter funções em ambos os serviços. Acresce, ainda, que é mais do que provável que serão os contribuintes açorianos a suportar uma boa parte das despesas desta nova unidade hospitalar, sobretudo no que diz respeito a algumas áreas de especialidades que o SRS não oferece», insistem os comunistas açorianos, para quem o que se impõe é reverter o subfinanciamento do SRS, reforçar urgentemente o número de profissionais e garantir-lhes condições laborais e remuneratórias dignas, alargar o número de camas de cuidados continuados e paliativos e recuperar todos os actos clínicos que ficaram em suspenso ou foram adiados».
«Os fundos públicos devem ser destinados à saúde pública», concluem.