Nem «hospitalzinho» em Sintra nem Urgência em Serpa
Já não bastava ser insuficiente para as necessidades do segundo concelho mais populoso do País, como ainda por cima permanece adiado, denuncia a Comissão Concelhia de Sintra do PCP em nota de imprensa sobre um novo protelamento da construção e entrada em funcionamento do chamado Hospital de Proximidade de Sintra (HPS).
Com abertura prevista para Janeiro deste ano, a unidade, projectada para 60 camas de convalescença e financiamento partilhado entre Administração Central (AC) e autarquia – modelo que o Partido sempre contestou quer pela insuficiência de resposta à necessidades quer pela desresponsabilização da AC que concretiza –, o HPS não vai conhecer a primeira pedra em Março deste ano, como chegou a ser anunciado.
«Para o segundo maior concelho do País, PS, PSD, CDS e Bloco de Esquerda consideraram, em Assembleia Municipal, que um hospital com 60 camas para convalescença era suficiente, quando já se sabia, há mais de 20 anos, que o Hospital Amadora – Sintra, construído para servir 350.000 utentes, já era insuficiente», insiste a Comissão Concelhia de Sintra do PCP, que, no texto, acusa também os sucessivos governos PS e PSD e as sucessivas gestões municipais de não honrarem a promessa da construção de uma segunda unidade hospitalar pública no concelho.
Esta justa reivindicação das populações e do Partido, «se fosse hoje uma realidade, estaria por certo a contribuir para a resposta do Serviço Nacional de Saúde à COVID-19», conclui-se.
Alerta em Serpa
«Ao mesmo tempo que exige a adopção no imediato das medidas indispensáveis para a reabertura do Serviço de Urgência do Hospital de São Paulo, em Serpa, a Comissão Concelhia do PCP reafirma a necessidade de reversão do Hospital de São Paulo para a esfera de gestão pública». Foi desta forma que a organização local do Partido reagiu ao encerramento, domingo, 7, por tempo indeterminado, daquela valência na referida unidade hospitalar, gerida pela Santa Casa da Misericórdia.
«Considerando a importância que este Serviço de Urgência representa no atendimento à população do concelho, ainda maior face à complexa situação pandémica, o PCP, por intermédio do seu deputado João Dias, colocou à Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) preocupações quanto ao encerramento do referido serviço».
«A ULSBA informou que, por sua iniciativa, tomou providências para assegurar a manutenção do Serviço de Urgência do Hospital de São Paulo, estando a preparar condições necessárias para que rapidamente o serviço seja reaberto. Admite, inclusivamente, colocar para o efeito profissionais de saúde da sua responsabilidade até estarem reunidas condições para o retorno ao normal funcionamento do Serviço de Urgência, da responsabilidade da Santa Casa da Misericórdia de Serpa», explica igualmente a Comissão Concelhia de Serpa, antes de reiterar a necessidade de reversão do Hospital de São Paulo para a esfera de gestão pública.