Contra laboração contínua na Carl Zeiss
A luta dos trabalhadores da empresa Carl Zeiss, em Setúbal, prossegue, dando continuidade às greves durante os fins-de-semana que se realizaram no último mês em protesto contra os novos horários de laboração contínua.
A União dos Sindicatos de Setúbal considera que para responder ao aumento da procura, a administração da empresa deveria considerar a contratação de mais trabalhadores e não os horários de laboração contínua que têm um forte impacto negativo na organização da vida destes e de todos os trabalhadores.
De acordo com a estrutura sindical, esta é uma alteração à qual a maioria dos 250 trabalhadores se opõe.
Em declarações ao Avante!, um dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira afirmou que a administração da empresa, em ambas as reuniões realizadas, recusou todas as propostas dos trabalhadores, nas quais também se incluíam o aumento salarial, a melhoria das condições de trabalho, o fim da precariedade e realização de testes da COVID-19.
Segundo Pedro Milheiro, os trabalhadores têm enfrentado várias tentativas de intimidação e de aliciamento para rescisões de contrato, enquanto a administração tem procurado afastar o sindicato do processo de negociação.