PCP reclama medidas para evitar colapso na restauração
ENCONTRO Jerónimo de Sousa alertou para a necessidade de apoiar, em tempo útil, a manutenção da actividade de milhares de pequenos negócios de hotelaria, restauração e similares.
Cerca de um terço dos pequenos negócios estão em risco
A advertência do Secretário-geral do PCP foi feita na sexta-feira, 20, após reunir com a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), na sede desta. Jerónimo de Sousa, que se fez acompanhar por Agostinho Lopes, do Comité Central, e Bruno Dias, do CC e deputado na Assembleia da República, admitiu que o Partido já tinha uma ideia geral dos efeitos que a epidemia está a provocar no sector, pelo que as informações transmitidas confirmaram não apenas a gravidade da situação como a pertinência das propostas comunistas nesta matéria.
O dirigente comunista não deixou contudo de expressar preocupação com a possibilidade de insolvência de entre 30 a 40 por cento daqueles pequenos negócios, com todas as consequências para a economia, designadamente nos planos do emprego e salários. Daí que tenha alertado para a necessidade de, «em tempo útil, encontrar formas de apoio a este sector», particularmente no caso das micro, pequenas e médias empresas, fundamentalmente de base familiar ou pouco mais do que isso, garantindo, dessa forma, a manutenção de centenas de milhares de postos de trabalho e a sobrevivência de uma actividade relevante.