Nos 500 anos dos CTT exigiu-se renacionalização
Um recriado D. Manuel I, viajando de coche, acompanhou em Lisboa, na chuvosa manhã de sexta-feira, dezenas de trabalhadores dos CTT que celebraram em luta os 500 anos da criação do serviço público postal, exigindo a renacionalização da empresa.
A 6 de Novembro de 1520, por carta régia, D. Manuel I criou o ofício de Correio-mor e nomeou para o cargo o cavaleiro Luís Homem, que desde 1512 assegurava com sucesso a entrega do correio real em Portugal e em muitas localidades da Europa.
Ao assinalar a efeméride, na perspectiva de, no final do ano, terminar o contrato de concessão do serviço postal universal, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações promoveu concentrações frente à sede da Anacom (autoridade reguladora das comunicações postais) e junto do Ministério das Infra-estruturas e Habitação, que tutela o sector.
Foram entregues documentos «que espelham a triste realidade vivida nos CTT», «criminosamente privatizados em 2013-2014 pelo governo PSD/CDS de Passos Coelho», como referiram o SNTCT e a Fectrans/CGTP-IN. Neles reafirma-se a «renacionalização imediata», como «exigência de uma crescente e larga maioria dos portugueses».
Frente ao MIH intervieram Isabel Camarinha, Secretária-geral da CGTP-IN, José Manuel Oliveira, coordenador da Fectrans, e Bruno Dias, deputado do PCP.