Transportes e direitos em causa em Aveiro
O PCP rejeita o prolongamento do lay-off na ETAC/AveiroBus e AVA, do Grupo Transdev, considerando que aquele mecanismo priva os trabalhadores de parte substancial do seu rendimento e os utentes de um serviço de transportes colectivos adequado às necessidades. Em nota de imprensa, o Sector dos Transportes da Organização Regional de Aveiro do PCP adverte que o abuso da suspensão dos contratos representa à partida uma perda de 115 euros no salário por parte dos trabalhadores, ao que acrescem subsídios, e coloca em causa o direito à mobilidade das populações, tantas vezes invocada pela Transdev quando se trata de atacar o direito à greve ou à realização de plenários sindicais.
«No meio desta situação, a Transdev faz malabarismos operacionais para continuar a receber apoios e, simultaneamente, não cumprir com as suas obrigações», acusam ainda os comunistas aveirenses, que dão como exemplo paradigmático a suspensão de carreiras na linha 13, entretanto repostas fruto da denúncia do PCP. Nesse sentido, impõe-se que a Câmara Municipal de Aveiro observe o cumprimento do Caderno de Encargos atribuído às empresas concessionárias, pois este não pode servir apenas «apenas para justificar e aumentar o preço ao quilómetro ou reduzir horários ou carreiras».
Recorde-se que, no dia 23, a Comissão Concelhia de Aveiro do PCP denunciou a supressão por tempo indeterminado de serviços rodoviários da AveiroBus entre a cidade e Forte da Barra/São Jacinto (linha 13), deixando muitos trabalhadores sem alternativa.