Interrogações e exigências na TAP

«O custo de vida não diminuiu um terço», assinalou o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos, em comunicados de 25 de Maio, ao pessoal das empresas do Grupo TAP. O Sitava/CGTP-IN reclamou do Governo que ficasse previsto o pagamento da totalidade dos salários, caso cedesse à «chantagem» para prolongar o lay-off «simplificado».

Procurando suscitar reflexão, o sindicato reafirmou que esta prorrogação não é inevitável e critica medidas do Governo que «protegem muito mais os empresários e muito menos os trabalhadores». O lay-off poderá representar, para o patronato, «uma ferramenta equivalente à do despedimento com justa causa», alerta o Sitava.

No comunicado questionou-se ainda o facto de que «algumas companhias já voam para Lisboa e outras nunca deixaram de voar, e a TAP nem parece ter data para iniciar a operação».

No dia 26, o Sitava e mais dez sindicatos do sector reclamaram em conjunto a retoma da actividade, a protecção dos postos de trabalho, a manutenção dos salários e o fim do lay-off.

 



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