CoViD19: prevenção, mas sem aproveitamentos
Em nota emitida ontem de manhã, o PCP começa por sublinhar a necessidade de prevenção relativa ao CoViD19 com as medidas «adequadas à sua evolução». Ao mesmo tempo, rejeita a «lógica alarmista que tem sido promovida» e que apenas serve para criar um clima de «intranquilidade crescente» em nada favorável ao combate ao surto epidémico.
Denunciando aproveitamentos desta situação, o Partido exemplifica com os ataques que têm sido desferidos contra o Serviço Nacional de Saúde (SNS) por parte dos que tudo têm feito para o descredibilizar e fragilizar e, também, com os que partem do empolamento das consequências da epidemia na economia nacional para «alargar a exploração, conter o crescimento dos salários, retirar direitos aos trabalhadores». Os mesmos que, acrescenta, «exigem mais apoios para o patronato e o grande capital, como se verifica nas medidas anunciadas ontem pelo Governo, na sequência da reunião da concertação social».
O PCP recusa «qualquer intervenção no plano económico e social assente no ataque a salários e direitos dos trabalhadores», nomeadamente o corte de um terço do salário em situações de lay-off ou a fragilização da Segurança Social com a eliminação dos descontos das entidades patronais. Para o Partido, deve ser garantida a totalidade dos salários aos trabalhadores em todas as situações relacionadas com esta situação. É ainda útil, acrescenta, considerar a criação de linhas de apoio específicas para as pequenas e médias empresas afectadas.
Essencial é também o reforço do SNS, através do aumento do financiamento, da contratação de profissionais, da reabertura de camas encerradas, da aquisição de equipamentos necessários para a protecção dos profissionais de saúde e das entidades que com ele trabalham, como o INEM e os bombeiros.