Semana da CGTP-IN pela igualdade reforçou luta diária contra discriminação

ACÇÃO Contra a discriminação das mulheres no trabalho, as estruturas do movimento sindical unitário promoveram um vasto conjunto de iniciativas, na semana que antecedeu o 8 de Março.

As mulheres recebem, em média, 14,5 por cento menos que os homens

Durante a «semana da igualdade», a CGTP-IN, envolvendo dirigentes e delegados sindicais nos diversos sectores e regiões, e contactando milhares de trabalhadores, levou a cabo «iniciativas em mais de 1400 locais de trabalho e cerca de 50 desfiles ou concentrações, para protestar contra a discriminação da mulher no mundo do trabalho».

Numa nota emitida ao final da tarde de dia 6, a confederação especificou que, sob o lema «Emprego de Qualidade – Viver e Lutar pela Igualdade», «foram distribuídos documentos, realizados plenários ou feitas concentrações junto a empresas, para alertar para os direitos vigentes e para divulgar casos reais de mulheres trabalhadoras vítimas de situações de violação da lei da igualdade».

A Secretária-geral da CGTP-IN esteve no Porto, dia 6, na acção realizada na Rua de Santa Catarina (junto ao centro comercial Via Catarina). Isabel Camarinha participou ainda, no dia 5, em iniciativas em Coimbra, Figueira da Foz e Vendas Novas.

No distrito de Lisboa, foram incluídas na «rota da igualdade» acções nos dias 4, 5 e 6, em dezena e meia de locais de trabalho.

Razões
confirmadas

A mensagem da CGTP-IN nesta série de iniciativas – que incluia o apelo à participação na manifestação nacional, dia 8, promovida em Lisboa pelo Movimento Democrático de Mulheres –, assentando na denúncia das situações mais graves de discriminação e exploração das mulheres trabalhadoras, ganhou ainda mais consistência com um estudo divulgado pela central a 27 de Fevereiro.

A caracterização e os dados nele contidos, como se salienta na introdução do documento, «confirmam as razões das propostas e da luta da CGTP-IN, nesta área prioritária», sendo que «a igualdade é uma luta de todos os dias, integrada na intervenção sindical geral pela valorização do trabalho, dos salários, dos horários de trabalho, dos direitos, liberdades e garantias; pela conciliação do trabalho com a vida familiar e pessoal; pela eliminação da precariedade e de todas as formas de violência, assédio e discriminação – que assumem uma expressão particular junto das trabalhadoras».

A CGTP-IN estima que mais de um milhão e 300 mil trabalhadores por conta de outrem têm vínculos precários, representando 32 por cento. Entre os menores de 35 anos, esta percentagem sobe para 40 por cento, sendo mulheres mais de metade. No entanto, entre as menores de 25 anos, a precariedade do emprego chega aos 65 por cento.

Em média, no sector privado e no sector empresarial do Estado, as trabalhadoras auferem salários-base 14,5 por cento mais baixos do que os homens, em trabalho igual ou de valor igual. A diferença nas empresas privadas (22,5 por cento) é maior do que nas empresas públicas (13 por cento). A desigualdade salarial atinge 26,1 por cento entre os quadros superiores.

Nos nove temas abordados, destaca-se ainda a dificuldade de conciliar o trabalho com a vida pessoal e familiar.

 



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