Clarificar posicionamentos quanto à regionalização
O PCP reuniu, quinta-feira, 13, na Casa do Alentejo, com o movimento AMAlentejo. No final do encontro, Jerónimo de Sousa, que liderou a delegação do Partido integrada também por João Dias Coelho, da Comissão Política do PCP, e Paula Santos, membro do Comité Central e deputada na Assembleia da República, sublinhou que «é inaceitável que, décadas depois da aprovação da Constituição da República, não esteja ainda efectivada a regionalização que esta comporta».
Contudo, para o Partido, «não se trata apenas de uma obrigação constitucional, mas de uma necessidade, na medida em que não há desenvolvimento regional harmonioso sem Regiões Administrativas», acrescentou o secretário-geral do PCP, que aproveitou a ocasião para criticar aqueles que ciclicamente aparecem a defender a regionalização, «mas depois se silenciam no momento de decisão e perante uma proposta concreta».
Neste sentido, Jerónimo de Sousa lamentou «posicionamentos do PS, PSD, mas também do Presidente da República, que acham muito interessante a regionalização, mas mais para a frente». Por isso, o posicionamento das diferentes forças políticas acerca do projecto de resolução que o Partido apresentou na Assembleia da República estabelecendo, entre outros aspectos, o calendário para a instituição em concreto das Regiões Administrativas durante o ano de 2021 (e que ontem, dia 19, foi discutido em plenário), é para o dirigente comunista um elemento clarificador de posições.