Seis hospitais públicos por um privado em Lisboa
A Plataforma Lisboa em Defesa do Serviço Nacional de Saúde, reunida no dia 9, manifestou o seu protesto pela falta de capacidade de resposta em várias urgências de hospitais, agravada com o surto de gripe, com consequências muito graves no atendimento da população.
A responsabilidade desta situação «é do Governo», que continua a «impedir a contratação atempada e em número suficiente de médicos, enfermeiros, auxiliares e outros profissionais de saúde, não dando autonomia às administrações dos hospitais públicos para que o possam fazer», acusa a plataforma. As críticas estendem-se à não contratação de «médicos de família em número suficiente e em tempo útil», bem como de outros profissionais e equipamentos. Por outro lado, não é garantido o acesso a determinadas especialidades médicas nos centros de saúde.
A plataforma de defesa do SNS considera, ainda, «inexplicável» que o Governo decida – a par do lançamento do concurso público para o novo Hospital de Lisboa Oriental, uma parceria público-privada – o encerramento de seis unidades hospitalares de excelência: S. José, S. António dos Capuchos, Curry Cabral, Santa Marta, Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa.