Sauditas limitam ajuda ao Iémene e a pior crise humanitária da actualidade agrava-se

EMERGÊNCIA O levantamento parcial do bloqueio imposto pela coligação que intervém no Iémene não chega para responder ao maior drama humano da actualidade, alerta a ONU.

Pelo menos sete milhões de pessoas enfrentam fome severa

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A flexibilização do bloqueio marítimo, aéreo e terrestre por parte da Arábia Saudita, país que lidera a agressão militar no Iémene, permitiu, nos últimos dias, fazer chegar algumas toneladas de ajuda humanitária à população deste país. Porém, a dimensão da tragédia que se vive desde que a petro-monarquia saudita intervém militarmente no país (Março de 2015), reclama o levantamento total do bloqueio imposto no início deste mês.

Quem o afirma é o coordenador humanitário das Nações Unidas no Iémene, Jamie McGoldrick, que defendeu, dia 27, a abertura de todos os portos e o fim das restrições de movimentos no aeroporto da capital, independentemente de as infra-estruturas serem ou não controladas pelos que resistem à agressão de Riad.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a guerra já provocou cerca de nove mil mortos e dezenas de milhares de feridos e estropiados, mas a catástrofe iemenita vai muito além disto.

De acordo com as estimativas da ONU e de suas respectivas agências, pelo menos sete milhões de pessoas enfrentam fome severa, dos quais 2,2 milhões de crianças em desnutrição aguda, e 18 milhões (cerca de dois terços do total da população) dependem de auxílio para se alimentarem.

Os mesmos dados referem que quase 15 milhões de iemenitas carecem de ajuda médica e medicamentosa urgente, e, entre estes, aproximadamente 900 mil padecem de cólera.




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