Desempregados desaparecidos

«A redução do desemprego é sempre de valorizar, sobretudo quando resulta da criação de postos de trabalho estáveis e com direitos e não em resultado de expedientes estatísticos e ou administrativos, como se continua a verificar», voltou a comentar a União dos Sindicatos de Aveiro, a propósito do mais recente balanço mensal do Instituto do Emprego e Formação Profissional, referente a Maio.

Nesse mês, como nota a estrutura distrital da CGTP-IN, num comunicado de 20 de Julho, o IEFP assumiu uma diminuição de 716 desempregados, em relação a Abril, mas também registou 2555 novos inscritos, ficando por explicar «o que se passou com os 3271 desempregados em falta».

A USA refere ainda que, somados os 13 554 desempregados, que se inscreveram de Janeiro a Maio, aos 26 814 inscritos no final do ano passado, obtém-se um total de 40 368 registados. Mas no final de Maio o IEFP apenas contabilizava 23 844, ficando por saber o que sucedeu com 16 524 desempregados.

Ainda «no quadro da manipulação estatística», a União aponta a omissão do número de desempregados abrangidos pelas «medidas activas de emprego», por formação profissional e por ocupações temporárias (que colocam desempregados a preencher postos de trabalho permanentes). Em Maio, este conjunto representava 7143 desempregados, número equivalente a 30 por cento dos registados. Se fossem considerados desempregados, o total distrital seria de quase 31 mil.

 



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