Não cumprir sai caro

A Casa de Saúde da Bo­a­vista, no Porto, foi obri­gada a pagar mais de 200 mil euros aos tra­ba­lha­dores, porque re­cusou uma re­clas­si­fi­cação pro­fis­si­onal que de­correu da re­visão do con­trato co­lec­tivo de tra­balho do sector, em 2010, de­pois de nove anos de ne­go­ci­a­ções da Fe­saht/​CGTP-IN com a as­so­ci­ação pa­tronal.

As em­presas da hos­pi­ta­li­zação pri­vada fi­caram obri­gadas a re­clas­si­ficar, como au­xi­li­ares de acção mé­dica es­pe­ci­a­listas, as au­xi­li­ares de acção mé­dica com mais de oito anos de ex­pe­ri­ência. A Casa de Saúde da Bo­a­vista negou-se a esta obri­gação.

Pe­rante o in­cum­pri­mento, os tra­ba­lha­dores e o Sin­di­cato da Ho­te­laria do Norte re­cla­maram, re­a­li­zaram pro­testos à porta da clí­nica, ac­ci­o­naram a Ins­pecção do Tra­balho (ACT) e, por fim, avan­çaram para o Tri­bunal do Tra­balho. Este, como o sin­di­cato re­velou no dia 10, de­li­berou que a em­presa tem de re­clas­si­ficar os tra­ba­lha­dores e pagar os re­tro­ac­tivos de­vidos, num total que ul­tra­passa 200 mil euros.

 



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