Apoiar os produtores açorianos para aumentar a produção regional
A organização do PCP no arquipélago dos Açores realizou recentemente, com a participação do seu coordenador, Vítor Silva, uma jornadas de trabalho que incidiram fundamentalmente sobre os sectores do Mar e Pescas e da Agricultura. Da agenda das jornadas constaram visitas a portos e explorações e encontros com instituições representativas destes sectores.
No encontro com a direcção da Unileite, cooperativa de produtores leiteiros, os comunistas constataram que muito provavelmente só a existência de uma unidade industrial de transformação gerida pelos próprios lavradores conseguiu conter alguns dos efeitos da crise pela abolição do sistema de quotas leiteiras e a consequente desregulamentação do mercado europeu. Apesar disso, a invasão de produtos estrangeiros vendidos a baixo preço diminuiu a rentabilidade de muitos produtores açorianos, pese embora o constante aumento em quantidade e qualidade do leite produzido e dos lacticínios elaborados.
Para além das políticas da União Europeia, que para o PCP constituem o maior obstáculo ao desenvolvimento dos produtores leiteiros, também o aumento dos custos de produção prejudicam a sua actividade.
Da reunião com a Associação dos Jovens Agricultores Micaelenses o PCP retirou importantes elementos acerca das questões que preocupam os produtores de carne, particularmente as que se prendem com a eventual abertura do espaço comercial europeu a países externos que são tradicionalmente grandes produtores e cuja agricultura é fortemente subsidiada. Os elevados descontos para a Segurança Social, a falta de uma verdadeira escola agrícola na região e a necessidade de diversificar a produção foram outras das matérias discutidas nesse encontro.
No que respeita à pesca, o PCP esteve reunido com a Cooperativa Porto de Abrigo e a Federação da Pesca e conversou com diversos profissionais do sector. A questão das quotas surge como problema central com diversas implicações graves para quem vive – ou sobrevive – desta actividade. Os seguros, obrigatórios para a pesca profissional, foram outra da injustiça identificada, pois o seu valor é calculado num mínimo de 10 por cento sobre o ordenado mínimo nacional, quantia que actualmente quase nenhum pescador consegue atingir. Positivo é, para o PCP, o início do processo generalizado de implementação do Contrato Colectivo de Trabalho na pesca.
A delegação do Partido encontrou-se ainda com a Associação Sócio-Profissional da Policia Marítima.