Levar longe as conclusões do XX Congresso

Afirmar a alternativa

A afirmação e valorização dos aspectos essenciais da política patriótica e de esquerda, definidos no XX Congresso, é um dos objectivos imediatos do PCP.

A política patriótica e de esquerda é necessária e possível

Image 21904

No dia de Natal, reagindo à mensagem do primeiro-ministro, Jaime Toga, da Comissão Política do Comité Central do PCP, valorizou os avanços alcançados no último ano, decorrentes da nova fase da vida política nacional, sublinhando que o PCP contribuiu de forma «activa e empenhada» para que eles fossem concretizados. Contudo, realçou, esses avanços são «limitados e insuficientes», sendo fundamental «que se vá mais longe».

Para Jaime Toga, é importante garantir «mais e melhores serviços públicos» em áreas como a saúde, a educação e a protecção social, bem como promover e valorizar a produção nacional, o trabalho e os trabalhadores, através do combate à precariedade e do aumento geral dos salários, e não só do salário mínimo nacional, que o PCP insiste que aumente para 600 euros no próximo ano. Ou seja, realçou o dirigente comunista, é necessária uma política alternativa que «dê resposta aos reais problemas e interesses do povo português», o que não será possível sem romper com os constrangimentos externos, da União Europeia e do euro, e com a submissão ao capital monopolista. A política que se impõe, sublinhou, deverá assumir a «soberania nacional, o seu exercício, a defesa e o primado do interesse do povo português e do País».

A política patriótica e de esquerda que o PCP propõe é, para Jaime Toga, não só necessária como possível de concretizar: com a luta dos trabalhadores e das populações em defesa dos seus interesses e direitos, com a convergência de democratas e patriotas que estejam «séria e convictamente empenhados na resolução dos problemas do País», com o reforço do PCP.

Encontro com CPPME

Integrada na ronda de encontros solicitada pelo PCP para apresentação das principais conclusões do seu XX Congresso, realizado no início de Dezembro, teve lugar na sexta-feira, 23, na sede da Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME), uma reunião entre as duas organizações. Na Resolução Política aprovada no Congresso, entregue aos representantes da CPPME, são realçados os aspectos centrais da situação económica e social do País nos últimos anos: de particular importância revestem-se, nesta matéria, o «domínio do capital monopolista sobre a vida nacional», agravado nos últimos anos, e a política fiscal injusta, que prejudica fundamentalmente as camadas populares e as empresas de menor dimensão.

Nos tempos mais recentes, sublinha-se ainda no documento emanado do Congresso, «aumentou o confronto entre o poder dos grupos monopolistas e os interesses das micro, pequenas e médias empresas que predominam no tecido económico nacional». A avaliação dos avanços, significativos ainda que limitados, da actual solução política e das suas consequências no tecido empresarial português, surgem também em destaque.

Na Resolução Política do XX Congresso assume especial relevo a afirmação da política patriótica e de esquerda, na qual estarão objectivamente interessados os micro, pequenos e médios empresários. Entre os seus eixos centrais conta-se a renegociação da dívida, a defesa e promoção da produção nacional e dos sectores produtivos, o apoio às micro, pequenas e médias empresas e ao sector cooperativo e a implementação de uma «política de justiça fiscal que alivie a carga fiscal sobre os rendimentos dos trabalhadores e do povo, combata os paraísos fiscais e rompa com o escandaloso favorecimento do grande capital».

A delegação do PCP era composta por Jerónimo de Sousa, o deputado Bruno Dias e Fernando Sequeira, da Comissão para as Actividades Económicas junto do Comité Central. A CPPME esteve representada pelo presidente da direcção, João Vicente, o vice-presidente Afonso Luz, o director executivo Quintino Aguiar, o secretário-geral José Brinquete, a presidente da Assembleia-geral Clementina Henriques e ainda os dirigentes João Osório e Rogério Pinheiro. 



Mais artigos de: PCP

Em 2017 com confiança

O Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, emitiu no dia 28 de Dezembro uma mensagem de Ano Novo, que transcrevemos na íntegra.

Património deve beneficiar as populações

O PCP assinalou os 15 anos da classificação do Alto Douro Vinhateiro como património mundial e lembrou que há ainda muito por fazer em benefício da região e das suas populações.

Por uma gestão única e pública

A intenção do Governo de criar uma entidade denominada «Portos do Algarve» é de louvar, sublinha o PCP, que há muito defende a gestão integrada de todos os portos comerciais, de pesca e de recreio da região. Contudo, nota, o texto...

Pressão e chantagem na CP Carga

Num comunicado de meados de Dezembro do seu Sector Ferroviário, o PCP acusa a Medway, antiga CP Carga, de pressionar os trabalhadores com «ameaças, chantagens e imposições externas». Em causa está a exigência da administração para que os trabalhadores...

O Militante nas bancas a 2 de Janeiro

«Este é o nosso tempo!», lê-se na capa da edição de Janeiro/Fevereiro de O Militante, onde surge ainda uma grande fotografia do XX Congresso do PCP. O tema é retomado no texto de abertura, intitulado «Levar à prática o XX...

Atitude inqualificável

A Comissão Concelhia do Montijo do PCP acusa o presidente da Câmara Municipal, Nuno Canta, de desrespeitar a recomendação da Assembleia Municipal de dar ao Parque de Exposições o nome de Acácio Dores, antigo presidente do município e alguém que, para o PCP,...

Armas de propaganda massiva

Os grandes media respondem às necessidades e aos interesses dos grupos económicos que os detêm, sabemo-lo. Mas respondem igualmente às necessidades e aos interesses das classes dominantes e da sua ideologia: cá dentro como lá fora. A imprensa escrita, a rádio e a...