Dia de luta no Porto
O plenário da União dos Sindicatos do Porto foi realizado num dia em que ocorreram acções de protesto no comércio, na saúde, na hotelaria, na alimentação e nas telecomunicações.
Ficou patente a determinação de prosseguir a luta
Os participantes no plenário foram, no final dos trabalhos, até ao edifício da NOS, onde se realizou uma concentração contra os elevados índices de precariedade laboral na empresa e no sector
Frente ao Hospital de São João, o SEP voltou a chamar a atenção para a falta de profissionais de enfermagem, o aumento da carga sobre os enfermeiros ao serviço e o incumprimento do pagamento do trabalho realizado e dos tempos de descanso
Quarta-feira, 14 de Dezembro, «foi um dia de acção e luta» do movimento sindical unitário do Porto. Num depoimento publicado no sítio da União dos Sindicatos do Porto, o coordenador da estrutura distrital da CGTP-IN referiu que, de manhã, tiveram lugar acções do CESP, junto de lojas do Pingo Doce e do Minipreço; do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, no Hospital de São João; do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas, junto do CODU do INEM; do Sindicato da Hotelaria, junto do Hospital da Arrábida, inserida na campanha nacional da CGTP-IN contra a precariedade, que ali tem níveis elevados; e do Sintab, na Confeitaria Torres, na Trofa.
Foi «um dia de intensa actividade sindical pelos direitos, interesses e aspirações dos trabalhadores», disse Tiago Oliveira, enumerando as iniciativas realizadas durante a manhã. De tarde, no auditório da Casa Sindical, realizou-se «um grande plenário distrital, com mais de 250 dirigentes e delegados», que analisou «a grande actividade levada a cabo desde o 11.º Congresso da USP, em Junho, sem baixar os braços, com apresentação de cadernos reivindicativos, com um forte combate à intenção do patronato de atacar a contratação colectiva».
Na discussão, «ficou expressa grande determinação para continuar a luta pelas justas reivindicações dos trabalhadores», realçou o coordenador da USP e membro da Comissão Executiva da CGTP-IN.
O dia terminou com uma concentração, ao fim da tarde, em Campanhã, frente ao edifício da NOS, para onde os participantes no plenário distrital se deslocaram em manifestação. Esta iniciativa integrou-se na campanha nacional contra a precariedade e por emprego com direitos. Foram relevados os índices de trabalho precário, quer a nível nacional e no distrito, quer no sector das telecomunicações, «onde este flagelo predomina mais», como explicou Tiago Oliveira.