Luta nos supermercados
Porto, Avenida da Boavista
Porto, Rua 5 de Outubro
Olival das Minas, Vialonga
O Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços (CESP/CGTP-IN) rebate a estratégia patronal para redução dos salários e desregulação total dos horários e, perante as posições da associação patronal da grande distribuição (APED), persiste em mobilizar os trabalhadores para reivindicarem directamente nas empresas.
Na negociação do contrato colectivo de trabalho, o sindicato reclama: aumentos salariais de 40 euros, para todos os trabalhadores, com eliminação da Tabela B; 25 dias de férias; horário semanal de 39 horas; passagem a efectivos de todos os trabalhadores que estão com vínculos precários em postos de trabalho permanentes; equiparação da carreira de operador de armazém à de operador de supermercado. Mas a APED contrapõe a redução do valor do trabalho suplementar e em dia feriado, a introdução do «banco» de horas e a recusa de qualquer actualização salarial.
O CESP considera inaceitável a posição patronal, lembrando as centenas de milhões de lucros gerados no sector e o aumento das vendas em 3,1 por cento, nos primeiros nove meses de 2016, em contraste com as baixas remunerações que os trabalhadores auferem, a rondar o valor do salário mínimo nacional.
A decisão de continuar a realizar plenários e reuniões, nas lojas e armazéns, e acções públicas frente a sedes e estabelecimentos das principais empresas, teve expressão em três locais, na semana passada.
Frente à loja do Pingo Doce, na Avenida da Boavista, no Porto, concentraram-se no dia 14, ao fim da manhã, três dezenas de trabalhadores.
À mesma hora, também no Porto, um número semelhante de trabalhadores concentrou-se frente ao Minipreço, na Rua 5 de Outubro, destacando-se neste caso a acusação de que o grupo espanhol DIA assedia funcionários, procurando levar a que rescindam contratos, para facilitar a estratégia de franquiar lojas, com o objectivo de baixar salários e retirar direitos, a fim de aumentar os lucros.
No dia 16, à hora de almoço, o CESP promoveu uma concentração de trabalhadores do Pingo Doce, no Olival das Minas (Vialonga, Vila Franca de Xira), colocando o acento nos problemas relativos à organização do tempo de trabalho, quer quanto a horários e intervalos, quer no aumento da carga, devido à falta de pessoal.
LEGENDAS:
Porto, Avenida da Boavista
Porto, Rua 5 de Outubro
Olival das Minas, Vi
LEGENDAS:
Porto, Avenida da Boavista
Porto, Rua 5 de Outubro
Olival das Minas, Vialonga
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