AR aprova Grandes Opções do Plano
e OE para 2017

Investimento, precisa-se!

Ao deputado comunista Bruno Dias coube reiterar a posição do PCP quanto à importância do investimento público. Disse tratar-se de uma questão «absolutamente central e estratégica, uma urgência nacional que tem de ser atendida». Referiu-se em concreto ao «investimento produtivo e de qualidade», e não a «transferências para as PPP, negócios ruinosos que ficaram ainda mais ruinosos pela mão do governo anterior com as famigeradas renegociações».

Face ao carácter limitado e insuficientes de alguns aspectos do OE, defendeu por isso que deveria ir-se mais longe no «reforço do investimento, na modernização de infra-estruturas, na resposta aos problemas e à degradação que se acentuou no tempo do anterior governo, sobretudo nas redes ferroviária e rodoviária.

Imprescindível, noutro plano, é assegurar o reforço de meios humanos nas empresas e nos serviços públicos, sustentou Bruno Dias, explicando que esta contratação de pessoal é de enorme importância para responder às necessidades em matéria de transportes.

Levantada foi também a questão do domínio de sectores estratégicos por grandes grupos económicos, como é o caso da TAP onde essa presença em resultado da privatização ilegal imposta pelo governo anterior, enfatizou, «está a fazer mal à TAP, às empresas do grupo e aos seus trabalhadores».

A agudização do «confronto dos grupos monopolistas com os interesses do povo e do País» foi de resto o mote para uma outra intervenção de Bruno Dias onde demonstrou que está a haver da parte desses grupos uma pressão no sentido de agravar a exploração dos trabalhadores, ao mesmo tempo que desenvolvem relações de domínio em vários sectores, com o esmagamento de pequenas empresas.




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