Na indústria pelos salários
Ao anunciar as acções a realizar pelos seus sindicatos, durante a «semana de esclarecimento, reivindicação e luta», a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas destacou, de entre os os seus objectivos, «dinamizar a acção e a luta reivindicativa nas empresas e locais de trabalho, defendendo e exigindo o direito de contratação colectiva». Como reivindicações concretas, a Fiequimetal/CGTP-IN apontou: o aumento dos salários em, pelo menos, quatro por cento, não podendo o acréscimo salarial ser inferior a 40 euros por mês; o aumento do salário mínimo nacional para 600 euros, com efeitos a 1 de Janeiro de 2017, e a sua elevação progressiva, com revisão a 1 de Janeiro de cada ano; o aumento de todas as pensões de reforma.
Além da concentração na Endutex, que noticiamos aqui, os sindicatos SITE (Norte, Centro-Norte, CSRA e Sul) e o SIESI agendaram:
– uma greve de 24 horas, hoje, dos trabalhadores do consórcio EFATM, ATM, AC Services e CMN, que assegura a manutenção na refinaria de Sines da Petrogal;
– greve na Groz-Beckert, em Valadares, Vila Nova de Gaia (dia 30);
– concentrações junto às empresas Ria Blades, do Grupo Senvion, no Parque Empresarial de Soza, em Vagos, e Tensai, no Eco-parque de Estarreja (dia 29);
– plenários de trabalhadores da Imprensa Nacional Casa da Moeda (dia 26), da Inapal Plásticos, em Palmela, da Gestamp 2012, em Vendas Novas, e da Hanon Systems, em Palmela (dia 27), da Valorsul (dias 27, 28 e 29), da Petrogal (dias 28 e 29); da Janz Fluídos, em Lisboa, e da Orica, em Aljustrel (dia 29); da Gráfica Funchalense, em Morelena, Sintra, e da Jado Iberia, em Braga (dia 30).