PCP defende reforço do passe social

Pelo direito à mobilidade

Jerónimo de Sousa viajou num comboio da Fertagus entre o Fogueteiro e Lisboa, no dia 9, para dar visibilidade à proposta do PCP de alargamento e valorização do passe social intermodal.

O PCP quer aumentar o número de utentes dos transportes públicos

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Pouco passava das oito da manhã quando o Secretário-geral do PCP – acompanhado pelos deputados Bruno Dias e Paula Santos, pelo presidente da Câmara Municipal do Seixal Joaquim Santos e pelo vereador Jorge Gonçalves e por dirigentes regionais e concelhios do Partido – entrou no comboio da Fertagus na estação do Fogueteiro rumo a Sete Rios. Ali viajavam já centenas de pessoas e após as paragens em Foros de Amora, Corroios e Pragal, o comboio ficou apinhado, com muita gente em pé.

É assim todos os dias e durante toda a manhã; ao final da tarde, a cena repete-se, em sentido contrário. Todos os dias, são muitos milhares os que usam este meio de transporte que une Lisboa aos concelhos de Almada, Seixal, Barreiro, Palmela e Setúbal. Os preços são muito mais elevados, ao quilómetro, do que aqueles que são praticados pela CP, por exemplo nas linhas suburbanas de Sintra e Cascais: um bilhete simples entre o Fogueteiro e Lisboa custa 2,90 euros e a assinatura mensal para o mesmo trajecto quase 70 euros. Como a Fertagus não integra o sistema do passe social intermodal, um utente que utilize no dia-a-dia qualquer outro meio de transporte terá que somar a esta assinatura um outro título, com o acréscimo de preço daí decorrente.

A escolha desta transportadora e deste percurso para afirmar a proposta do PCP não foi, por isso, um acaso: a Fertagus é bem o exemplo dos prejuízos causados aos utentes pela concessão a grupos privados do serviço público de transporte e da não inclusão de serviços e carreiras no sistema do passe social intermodal. Mas está longe de ser o único.

Vantagens múltiplas

Em declarações aos jornalistas, junto à estação de Sete Rios, em Lisboa, Jerónimo de Sousa apresentou as linhas gerais do projecto do Partido, que visa o alargamento do passe social intermodal a todos os operadores, a todas as carreiras e a toda a Área Metropolitana de Lisboa, numa região compreendida entre os concelhos de Mafra e Setúbal, incluindo a travessia fluvial do Sado, até Tróia. O Secretário-geral do Partido considerou fundamental a articulação entre as diversas empresas e carreiras e um sistema de passe social intermodal que evitasse preços tão elevados como os que se praticam, por exemplo, na Fertagus, e situações de autêntico «recolher obrigatório» que vigoram em muitas freguesias e bairros.

O dirigente comunista garantiu ainda que a concretização da proposta do PCP, ao tornar mais generalizado e acessível o acesso ao transporte público, levaria ao aumento do número de utentes e ao abandono, por muitos, do transporte individual nas suas deslocações pendulares quotidianas, e provavelmente em muitas outras.

No projecto de lei apresentado pelo PCP no dia 26 de Maio, defende-se o passe social intermodal enquanto «elemento estruturante de uma política de transportes, com uma enorme importância na atracção de utentes ao sistema de transportes públicos, gerador de benefícios para o funcionamento da economia, a mobilidade e o ambiente e consequentemente para a qualidade de vida das populações».

 



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