Congelamento salarial mantém-se
Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, manifestou o seu descontentamento com a decisão do Governo de manter congelados os salários dos trabalhadores da função pública, dando continuidade a uma medida que está em vigor desde 2009.
Na sequência de uma reunião mantida, no dia 28, com a secretária de Estado da tutela, Carolina Ferra, no Ministério das Finanças, a representante da estrutura sindical afirmou que, tendo em conta as dificuldades a que os trabalhadores tiveram de fazer frente nos últimos quatro anos, tinha a expectativa de que o Governo «fizesse um esforço», para dar «um sinal que havia qualquer coisa para dar aos trabalhadores». A Frente Comum exigia um aumento salarial de quatro por cento, ou seja, 50 euros por cada trabalhador.
Ana Avoila confirmou que tal não vai acontecer, acrescentando: «Pela frente [temos] um Orçamento do Estado que não vai ter dinheiro para aumentos salariais», quando os trabalhadores estão «desde 2009 sem aumentos de salários e desde 2005 sem aumento do subsídio de refeição», que também não vai ter qualquer aumento, sublinhou a dirigente sindical.
Neste encontro, foi também discutida a requalificação, com o Governo a dar «uma resposta positiva» – há trabalhadores «em requalificação» que podem vir a perder rendimentos e mesmo o vínculo à função pública se não forem reintegrados. A Frente Comum propôs ainda ao Governo a reversão do aumento de dois por cento da ADSE, aplicada pelo anterior executivo, tendo a tutela ficado de dar uma resposta sobre a matéria.