Congelamento salarial mantém-se

Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, manifestou o seu descontentamento com a decisão do Governo de manter congelados os salários dos trabalhadores da função pública, dando continuidade a uma medida que está em vigor desde 2009. 
Na sequência de uma reunião mantida, no dia 28, com a secretária de Estado da tutela, Carolina Ferra, no Ministério das Finanças, a representante da estrutura sindical afirmou que, tendo em conta as dificuldades a que os trabalhadores tiveram de fazer frente nos últimos quatro anos, tinha a expectativa de que o Governo «fizesse um esforço», para dar «um sinal que havia qualquer coisa para dar aos trabalhadores». A Frente Comum exigia um aumento salarial de quatro por cento, ou seja, 50 euros por cada trabalhador.

Ana Avoila confirmou que tal não vai acontecer, acrescentando: «Pela frente [temos] um Orçamento do Estado que não vai ter dinheiro para aumentos salariais», quando os trabalhadores estão «desde 2009 sem aumentos de salários e desde 2005 sem aumento do subsídio de refeição», que também não vai ter qualquer aumento, sublinhou a dirigente sindical.

Neste encontro, foi também discutida a requalificação, com o Governo a dar «uma resposta positiva» – há trabalhadores «em requalificação» que podem vir a perder rendimentos e mesmo o vínculo à função pública se não forem reintegrados. A Frente Comum propôs ainda ao Governo a reversão do aumento de dois por cento da ADSE, aplicada pelo anterior executivo, tendo a tutela ficado de dar uma resposta sobre a matéria.




Mais artigos de: Trabalhadores

Empenho reafirmado

O Conselho Nacional da CGTP-IN declara que a central «continuará empenhadamente a intervir para concretizar a necessária mudança de política», numa resolução em que condena posições externas e internas a propósito do OE 2016.

Pelas 35 horas

Na leitura que fazem à elevada adesão à greve de dia 29, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) e o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) entendem que é clara a exigência dos trabalhadores de reposição das 35 horas semanais.

Assédio moral exposto

A greve no Hotel Marriott Lisboa, faz hoje uma semana, denunciou publicamente um ambiente de intimidação e ameaças no trabalho. Anteontem, a acusada foi a Teleperformance. Não são casos únicos.

Defender o trabalho na Açoreana

O Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins (Sinapsa) pretende que o Governo garanta que «não serão, mais uma vez, os trabalhadores a suportar o desgoverno daqueles que lideram as empresas e o País», afirma-se em comunicado divulgado pela organização...

Valorizar o 1.º Ciclo

A Fenprof apresentou, no dia 28, a campanha nacional «1.º CEB: caminhos para a sua valorização», que lança com o intuito de «travar e alterar o rumo de degradação que tem afectado 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB), e que se...

Pela CP Carga pública

Algumas dezenas de representantes dos trabalhadores da CP Carga realizaram um cordão humano contra a privatização «ruinosa para o País», que fora decidida pelo governo PSD/CDS, criticada pelo PS na campanha eleitoral por falta de transparência,...