Valorizar o 1.º Ciclo

A Fenprof apresentou, no dia 28, a campanha nacional «1.º CEB: caminhos para a sua valorização», que lança com o intuito de «travar e alterar o rumo de degradação que tem afectado 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB), e que se constitui como «um grito de protesto e exigência contra o massacre sofrido particularmente na última década», lê-se no portal da federação. A primeira iniciativa estava agendada para ontem em Matosinhos; seguir-se-ão outras ao longo de todo o mês, pelo País fora. 
Na conferência de imprensa que teve lugar na EB1 Mestre Arnaldo Louro de Almeida, em Lisboa, o coordenador nacional do Departamento do 1.º CEB, Manuel Micaelo, deu pormenores sobre a campanha, tendo destacado as iniciativas agendadas para Coimbra (11/02), Sintra (18/02), Região Autónoma da Madeira (19 e 20/02), Évora (23/02) e Região Autónoma dos Açores (1/03).

Por seu lado, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, referiu-se ao completo desinvestimento dos governos, em particular o último, «neste sector de ensino, que hoje vive problemas gravíssimos de organização pedagógica e de capacidade de resposta face às crescentes solicitações com que se confronta».

5000 escolas encerradas

Mário Nogueira sublinhou que os últimos anos foram marcados: pelo encerramento de milhares de escolas; o retorno das turmas com diversos anos de escolaridade; a perda de apoios necessários a milhares de crianças; uma organização pedagógica desregulada; horários de trabalho (de professores e alunos) desfeitos pela gula economicista do governo anterior; um regime de coadjuvação que não o é nem deixa de ser; mega-agrupamentos que tudo esmagam; e um desrespeito enorme do poder político e de muitos dos chamados superiores hierárquicos em relação aos docentes deste sector.

Divulgar e resolver problemas

Considerando que hoje há uma equipa ministerial na Educação com sensibilidade para os problemas – e que tem resolvido alguns –, a Fenprof defende que a denúncia dos problemas do 1.º Ciclo – num cenário marcado por sucessivos cortes orçamentais – é ainda mais pertinente, bem como a luta pela sua resolução. É com este sentido que avança a campanha nacional referida.




Mais artigos de: Trabalhadores

Empenho reafirmado

O Conselho Nacional da CGTP-IN declara que a central «continuará empenhadamente a intervir para concretizar a necessária mudança de política», numa resolução em que condena posições externas e internas a propósito do OE 2016.

Pelas 35 horas

Na leitura que fazem à elevada adesão à greve de dia 29, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) e o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) entendem que é clara a exigência dos trabalhadores de reposição das 35 horas semanais.

Assédio moral exposto

A greve no Hotel Marriott Lisboa, faz hoje uma semana, denunciou publicamente um ambiente de intimidação e ameaças no trabalho. Anteontem, a acusada foi a Teleperformance. Não são casos únicos.

Defender o trabalho na Açoreana

O Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins (Sinapsa) pretende que o Governo garanta que «não serão, mais uma vez, os trabalhadores a suportar o desgoverno daqueles que lideram as empresas e o País», afirma-se em comunicado divulgado pela organização...

Congelamento salarial mantém-se

Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, manifestou o seu descontentamento com a decisão do Governo de manter congelados os salários dos trabalhadores da função pública, dando continuidade a uma medida que está em...

Pela CP Carga pública

Algumas dezenas de representantes dos trabalhadores da CP Carga realizaram um cordão humano contra a privatização «ruinosa para o País», que fora decidida pelo governo PSD/CDS, criticada pelo PS na campanha eleitoral por falta de transparência,...