Kemet condenada
A Kemet Electronics foi condenada pelo Tribunal de Trabalho de Évora, por sonegar dias de férias a 23 trabalhadores, de 2012 a 2014, informou anteontem o SIESI, divulgando uma sentença de 14 de Dezembro, agora conhecida.
A condenação, refere a nota publicada pelo sindicato da Fiequimetal/CGTP-IN, traduz-se no pagamento de mais de 41 mil euros aos visados, porque a direcção da fábrica da multinacional americana contabilizava em horas as férias dos trabalhadores dos «horários concentrados», e não por dias úteis, como prevê a lei. Dessa contabilização resultava um período de apenas 15 dias de férias por ano (incluindo sábados, domingos e feriados) e os trabalhadores eram ainda prejudicados na majoração por assiduidade.
O SIESI recorda que esta não foi a primeira vez que a Kemet foi julgada e condenada por este motivo, que chegou a justificar a realização de greves, há uns anos, e mereceu um parecer específico do Inspector-Geral do Trabalho, considerando ilegal a prática da empresa. «Esta é, porém, a condenação que abrange mais trabalhadores e maior montante», realça o sindicato.
No mesmo dia, o SIESI revelou que a EPAL recuou na alteração de funções de cinco trabalhadores de uma das empresas multimunicipais que integram a Águas de Lisboa e Vale do Tejo (empresa cuja gestão foi cometida à EPAL, em Maio do ano passado). Trata-se de trabalhadores oriundos da Águas do Oeste, que sempre trabalharam no abastecimento e exploração da água, mas que em 4 de Janeiro, contra a opinião do sindicato, tinham sido destacados para trabalhos na área do saneamento.