PCP reitera compromisso com os trabalhadores
e o povo no debate do Programa do Governo

Os «buracos» dos bancos

LUSA

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O PCP quer ver garantido que nenhum trabalhador ou pensionista venha a ser chamado de novo a pagar prejuízos ou aventuras de banqueiros, tal como entende que é fundamental que a banca esteja efectivamente ao serviço do povo e não o contrário.

Estas foram duas ideias-chave expostas no debate por Miguel Tiago, que recordou que a pretexto da consolidação das contas públicas os «portugueses pagaram com o seu trabalho e com os seus direitos milhares de milhões de euros para a banca privada – cerca de 12 mil milhões de euros –, faltando ainda saber como desapareceram os 30 mil milhões de euros de imparidades que a banca privada tinha escondidos em 2009».

Concordando com a afirmação do ministro das Finanças de que a «saída limpa» foi forjada, Miguel Tiago questionou-se sobre o valor que o ex-ministro e agora deputado Paulo Portas «terá varrido para debaixo do tapete para montar essa "saída limpa", depois de ter metido debaixo do tapete seis mil milhões de euros do BES».

Ainda sobre o BES, actualmente sobre controlo público, o deputado comunista defendeu a necessidade de «assegurar medidas para que o Estado não fique com o prejuízo e, ainda por cima, sem o banco».

Já sobre o Banif, para o PCP, há que «apurar as dimensões do prejuízo, as eventuais necessidades de capital do banco», assegurando também que «nenhum destes custos recairá sobre os portugueses».

A resposta vaga de Mário Centeno – o Governo não se intromete no sistema financeiro, disse, basicamente, remetendo responsabilidades para o Banco de Portugal –, infelizmente, não foi de molde a dissipar dúvidas e preocupações.

 



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