Oeste com confiança
O almoço-comício de dia 13, domingo, na Abrunheira, com cerca de trezentos participantes, mostrou que é possível reforçar a a coligação PCP-PEV nos cinco concelhos do Oeste do distrito de Lisboa.
O ambiente só tem sido prioridade quando pode dar lucro
As iniciativas já realizadas durante esta pré-campanha e a forma como os militantes e activistas têm sido recebidos pela população constituem «a prova de que é possível reforçar a CDU e eleger mais deputados pelo círculo de Lisboa», sendo que «o Oeste tem um contributo a dar» – destacou Ricardo Miguel. O jovem candidato, que representa esta região na lista da coligação, foi o primeiro orador no animado comício que teve lugar no salão da Associação Recreativa, Cultural e Desportiva da Abrunheira (freguesia do Ramalhal, concelho de Torres Vedras).
Realçou que «o trabalho da CDU é reconhecido», seja nas autarquias – tanto onde tem maioria, como sucede em todos os órgãos do concelho de Sobral de Monte Agraço, como nas três câmaras e cinco assembleias municipais onde tem representação – seja na Assembleia da República, onde os deputados eleitos na lista da CDU fizeram reflectir o resultado do estreito contacto com os trabalhadores e a população.
Cláudia Madeira, dirigente do Partido Ecologista «Os Verdes» e candidata na lista de Lisboa da CDU, criticou o facto de o ambiente só ser uma prioridade do actual Governo quando pode constituir fonte de lucro, tal como sucedeu com os governos que o antecederam na realização da mesma política. Acusando os responsáveis pelo actual estado de coisas de andarem «por aí como se não tivesse nada a ver com isto», lembrou que o PS esteve do lado do PSD e do CDS em tudo o que veio prejudicar a maioria dos portugueses.
O dia 4 de Outubro pode significar o momento de ruptura, dando mais força a quem defende um futuro mais justo, ambientalmente equilibrado e no respeito pelos valores de Abril, defendeu a jovem ecologista, lembrando que os «Verdes» e a CDU estiveram sempre do lado certo, com a população e os seus interesses, apresentam trabalho e não apenas palavras, «têm a força e a alegria de quem luta por uma vida melhor» e têm a força do povo.
Jerónimo de Sousa – que foi vivamente aplaudido quando, pouco depois das 13 horas, entrou no salão que já estava praticamente cheio –, encerrou as intervenções, começando por dirigir uma especial saudação a muitas pessoas que ali estavam e que, não sendo militantes do PCP nem do PEV, estão com a coligação «animadas por este projecto da CDU».
O Secretário-geral do PCP e primeiro candidato da CDU no círculo de Lisboa salientou que não está em jogo a eleição do Governo nem do primeiro-ministro, mas sim de 230 deputados, e o resultado de dia 4 pode abrir um caminho novo, com o reforço da CDU em número de votos e de deputados, para que seja possível construir uma alternativa patriótica e de esquerda.
«Só se for no futuro», disse o dirigente comunista, sobre a afirmação de que «palavra dada é palavra honrada», produzida por António Costa a propósito do que o PS diz neste período pré-eleitoral. Jerónimo de Sousa lembrou que no passado o PS não concretizou nenhum dos seus objectivos declarados de melhoria das condições de vida da população. Mas alertou também para o futuro inscrito no programa eleitoral do PS, que contém muitas semelhanças com o do PSD/CDS.
A «leitura inteligente» que o líder do PS promete quanto ao Tratado Orçamental é apenas «uma forma de dizer que vai submeter-se» aos ditames do «défice zero» que ele prevê, acusou Jerónimo de Sousa, recordando que «os portugueses têm razões para desconfiar» de declarações deste género.
O convívio prosseguiu após o comício, com a música de Samuel e Zé Pinho.
Jerónimo de Sousa nas Festas da Moita
Onda de simpatia em banho de multidão
Calorosas manifestações de simpatia, apoio e encorajamento rodearam o Secretário-geral do PCP na visita que efectuou na noite de domingo, 13, às populares festas da Moita, no distrito de Setúbal, última etapa das acções de esclarecimento e mobilização em que participou nesse dia.
Acompanhado por candidatos pelo círculo de Setúbal, entre os quais Francisco Lopes, cabeça de lista, e José Luís Ferreira, do PEV, pelo presidente da Câmara Municipal, Rui Garcia, por responsáveis nacionais, locais e regionais das forças políticas que integram a CDU, e por um numeroso e animado grupo de activistas e simpatizantes da Coligação, Jerónimo de Sousa percorreu o principal eixo onde decorrem as festividades, distribuindo cumprimentos, trocando palavras breves com feirantes, avançando a custo em certas passagens, tal o número dos que o quiseram felicitar e abraçar.
Com uma frequência inusitada – e no que é uma novidade relativamente a campanhas anteriores – muitos foram também os que quiseram registar a partilha do momento com o líder comunista (e com este a nunca se furtar ao pedido), tirando selfies ou fotografias pelo telemóvel.
No final, em resposta a uma pergunta dos jornalistas, Jerónimo de Sousa interpretou esta afectividade como a «verificação de uma realidade», uma expressão de apoio à CDU, «numa terra de grandes tradições democráticas». E disse ter o «sentimento» de que corresponde a um «alargamento desse ambiente de simpatia, mesmo de muita gente que não é do PCP nem do PEV». O que, confessou, «dá muito ânimo e reforça a perspectiva de que a CDU pode aumentar o número de votos e o número de deputados».