CDU defende aposta na «economia azul»

Um mar de oportunidades

Jerónimo de Sousa deslocou-se dia 10, a Peniche, e enfatizou a necessidade de uma aposta séria nas actividades ligadas ao mar, constatando que quer nas tradicionais quer nas emergentes e de ponta, existem recursos e potencialidades.

O PCP-PEV tem uma intensa actividade em defesa do sector

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O Secretário-geral do PCP iniciou o périplo realizado faz hoje uma semana no Centro de Ciências do Mar e do Ambiente – Cetemares, do Instituto Politécnico de Leiria (IPL). Na visita ao edifício inaugurado há cerca de dois meses foi acompanhado por Ana Rita Carvalhais, cabeça de lista pelo distrito de Leiria, e por outros candidatos e activistas do PCP-PEV, bem como pelo presidente da instituição, pelo presidente da Câmara de Peniche, António José Correia, e outros eleitos autárquicos.

Percorrendo os cerca de 2000 m2 de laboratórios, Jerónimo de Sousa ficou a conhecer produtos e projectos ali desenvolvidos (no caso da indústria alimentar com assinalável sucesso comercial) e ficou a par do valioso contributo que dão e podem dar no desenvolvimento do País. O que contrasta, realçou-se, com a impossibilidade de o IPL atribuir todos os graus académicos.

Intervindo no final da visita, o Secretário-geral do Partido sublinhou a importância que o PCP dá à investigação em ciência e tecnologia no quadro de uma política de valorização da produção nacional e progresso económico, e lembrou que no seu Programa Eleitoral o PCP defende que os politécnicos deixem de ser menorizados face às universidades.

A existência de recursos e potencial desaproveitado para pôr o País a produzir, criar emprego, fixar população e crescer economicamente foi também a tónica dominante da visita que se seguiu. Nos Estaleiros Navais de Peniche, Jerónimo de Sousa recordou que os discursos sobre a economia do mar destoam da realidade enfrentada pelas empresas, cujas dificuldades, quer de modernização quer de escala, podem em boa parte ser atribuídas aos constrangimentos colocados pelo custo dos factores de produção, a dificuldade de acesso ao crédito e a inexistência de um verdadeiro plano de investimento focado na reindustrialização de Portugal.

Votar na mudança

Depois de visitarem o pólo penichense do IPL e os estaleiros navais, a comitiva do PCP-PEV almoçou com pescadores. O mar continuou a ser o prato principal. Desde logo na intervenção de Ana Rita Carvalhais, que justificou a importância de eleger deputados «que conheçam e sintam os problemas, e apresentem soluções», e notou a abstinência propositiva dos deputados eleitos por PS, PSD e CDS pelo círculo de Leiria.

Entre os «desertores» está a actual ministra da Agricultura, Assunção Cristas, que preferiu proferir «insinuações e ameaças» quando pescadores e armadores se confrontaram com a «realidade amarga» determinada pela limitação da pesca de sardinha, realçou a primeira candidata pelo distrito.

Cristas justificou-se com a necessidade de «nos portarmos bem [perante Bruxelas]» sob pena de «vermos ainda mais cortadas as quotas de pesca da sardinha», lembrou ainda Ana Rita Carvalhais, para quem uma mudança se impõem e estará tanto mais próxima quanto maior for o reforço da CDU em número de votos e eleitos nas próximas legislativas.

O Secretário-geral do PCP, por seu lado, também não se furtou a mergulhar no tema que mais preocupa as gentes do mar e relatou que um dos camaradas que servia o almoço lhe confessou que «a caldeirada está boa, mas falta a sardinha». Aquela confissão encerra em si própria um lamento, pois a interdição de captura, decidida pela UE, que tanto está a afectar a pesca de cerco, resulta dessa Política Comum de Pescas alheia às especificidades e contexto económico e social do sector em Portugal, salientou.

A interdição da pesca da sardinha, para além de dramática para os homens do mar e o conjunto da comunidade piscatória, tem consequências desastrosas na indústria transformadora e nos postos de trabalho que esta ainda vai mantendo, embora não se saiba até quando e em que condições, acrescentou Jerónimo de Sousa, que voltou a apontar responsabilidades aos partidos da política de direita, fiéis executores das ordens da UE, mesmo daquelas, como é o caso da pesca da sardinha, relativamente às quais se levantam sérias dúvidas não apenas de legitimidade mas igualmente de sustentação científica.

O PCP-PEV, pelo contrário, tem uma diversificada e intensa actividade em defesa do sector, dos trabalhadores e populações do distrito. «E não temos nenhum deputado eleito pela região. Imaginem se tivéssemos!», disse, deixando um inequívoco apelo ao voto na CDU.




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