Tivoli e GES

As consequências do colapso do Grupo Espírito Santo nos Hotéis Tivoli estão a recair sobre os trabalhadores, quer pelo clima de instabilidade em torno do património da empresa e do futuro dos postos de trabalho, quer pelo não cumprimento do contrato colectivo (particularmente quanto ao pagamento de horas extraordinárias e trabalho em dias feriados) e do acordo de vários anos sobre o prémio anual.

Num comunicado aos trabalhadores, o sector de Hotelaria da Organização Regional de Lisboa do PCP divulgou as perguntas que na AR o Partido endereçou ao Governo, a 16 de Junho (e ainda sem resposta), para averiguar que medidas este tomou para acompanhar a situação e que motivos justificam o recurso a um PER (plano especial de revitalização), tendo em conta os bons resultados operacionais do grupo nos últimos anos.

Deveriam ainda ser esclarecidas as razões que levaram à declaração de insolvência da Espírito Santo Hotéis, holding do GES para o sector, e quem tem responsabilidades pelas actuais dificuldades, «se houve gestão danosa em proveito de alguns ou mesmo se isto não será um caso de polícia». Para o PCP, «esta situação só é possível devido à promiscuidade entre o Governo e os grandes grupos económicos, que resulta sempre na degradação da vida de quem trabalha».

 



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