Crimes até ao último fôlego
O PCP voltou a considerar a privatização da operadora de transporte ferroviário de mercadorias CP Carga um «crime contra o interesse nacional».
Na sequência do anúncio pelo Governo da venda desta empresa, com um papel estratégico para o desenvolvimento da nossa economia, o deputado comunista Bruno Dias insistiu em qualificar a decisão de «inaceitável» e de pretender favorecer apenas os interesses dos grupos económicos privados.
Questionando-se sobre a posição actual do PS em relação à privatização destas empresas, o deputado comunista lembrou que aquele partido quando foi governo defendeu em Bruxelas e em termos públicos a privatização da CP Carga e da EMEF – Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário.
Sobre o anúncio do cancelamento da privatização desta última empresa, que em sua opinião é indissociável da luta dos trabalhadores ferroviários, Bruno Dias repudiou desde já que, em alternativa, na mira do Governo esteja qualquer espécie de «reestruturação ou pseudo-reestruturação que venha a degradar e ameaçar ainda mais o futuro da EMEF».
O deputado comunista defendeu, por fim, uma «inversão de política», uma «estratégia profundamente diferente» e não esta «gestão segmentada» e venda do património «às peças». Trata-se, designadamente, da defesa de uma «gestão integrada, pública, unificada do sector ferroviário» em todas as suas vertentes – exploração e gestão do transporte de passageiros, de mercadorias, manutenção de equipamento e material circulante, bem como a componente da infra-estrutura –, tal como o PCP reiteradamente tem proposto no Parlamento.