Em greve
Por aumentos salariais, pela reposição do valor do subsídio de alimentação cortado ao pessoal das lavandarias e resíduos, e para que seja desbloqueada a negociação do Acordo de Empresa, os trabalhadores da SUCH (Serviços de Utilização Comum dos Hospitais) no Centro e Norte fizeram greve no dia 29 de Maio, sexta-feira. A paralisação afectou os sectores de lavandarias, alimentação e resíduos.
Após concentrações junto a alguns hospitais, mais de duas centenas de trabalhadores deslocaram-se para o Porto e participaram na concentração promovida pelos sindicatos da Hotelaria do Centro e do Norte frente à sede da empresa. A SUCH, recordam os sindicatos da Fesaht/CGTP-IN, boicota há um ano a negociação do AE e não está a respeitar compromissos que assumiu.
No refeitório do Hospital de Santa Maria, concessionado à Eurest, os trabalhadores fizeram greve, também no dia 29, contra o despedimento colectivo de 48 funcionários, que o Sindicato da Hotelaria do Sul considera injustificado e de duvidosa legalidade.
Nos dias 29 e 30 os trabalhadores da Preh Portugal voltaram a fazer greve, «em reforçado número» (como informou o SITE Norte, da Fiequimetal/CGTP-IN). Tal como na semana anterior, a paralisação visou exigir aumentos salariais, objectivo que ganhou ainda mais razão quando o sindicato mostrou os resultados alcançados pela empresa no último ano: um aumento de mais de um milhão e cem mil euros de lucros, em relação a 2013.
Também por este motivo, o sindicato afirma que a Preh tem condições para responder ao caderno reivindicativo e aceitar o aumento salarial de 30 euros, mas «continua a privilegiar apenas os seus accionistas, reservando-lhes a totalidade dos ganhos de produtividade, enquanto os trabalhadores, que produziram toda a riqueza, continuam a viver com salários degradados».
Para amanhã estão marcados plenários de trabalhadores, onde será discutida a continuação da luta.
Na Euroresinas, os trabalhadores entraram em greve no dia 27, quarta-feira, parando por completo a produção e a expedição na fábrica de resinas sintéticas da Sonae Indústria, em Sines, informou o SITE Sul. A greve, convocada por dez dias, visou reivindicar aumentos salariais e melhor distribuição da riqueza produzida pelos trabalhadores; progressão nas carreiras; fim da discriminação salarial; aplicação do seguro de saúde igual para todos; e direitos iguais nas férias e subsídio de alimentação. Os trabalhadores decidiram suspender luta a partir do primeiro turno de hoje (em vez de a levar até ao último turno de amanhã), para dar abertura à negociação por parte da empresa.
Para amanhã, revelou o SITE Centro-Sul e Regiões Autónomas, foi convocada greve na fábrica de travões do Grupo CBI (antiga Robert Bosch), em Abrantes, para exigir aumentos salariais e o fim das arbitrariedades no pagamento do trabalho extraordinário.