Elevada participação no primeiro dia

Votos contra municipalização

Foram instaladas 2075 mesas de voto pelos sindicatos da Plataforma, para que os professores possam, através do voto, pronunciar-se sobre a municipalização da educação.

O Governo e algumas câmaras preferiram o secretismo

Esta grande consulta, que começou no dia 2, terça-feira, com elevada participação, e termina hoje, contrasta com o secretismo com que o Governo e algumas câmaras municipais, com assinatura de contratos, tentaram impor a «experiência» de alienação de responsabilidades do poder central.
Numa nota divulgada ao final do primeiro dia da consulta, as oito estruturas da Plataforma Sindical de Professores deram conta da elevada participação, que nalgumas escolas de média dimensão chegou a atingir os cem por cento. A Plataforma lembra que decidiu «mostrar a Passos, Portas e Crato, bem como a autarcas afastados da transparência de processos, que o País democrático não é só o que vota de quatro em quatro anos», «é também aquele que participa, dá a sua opinião e influencia as decisões com a sua participação».
A Fenprof e as outras sete organizações publicaram nos seus sítios electrónicos vasta informação sobre o processo de municipalização, ampliando as possibilidades de esclarecimento acerca das suas consequências.
Pela via da municipalização, recorda-se na nota de anteontem, é colocada em causa a autonomia das escolas, pois é-lhes retirada a capacidade de decidirem livremente sobre matérias de carácter pedagógico e científico; do Governo saem responsabilidades que lhe estão constitucionalmente atribuídas; e as câmaras são transformadas em «novos pólos centralizadores de políticas educativas, sujeitas a processos de gestão onde a desigualdade de tratamento e a discricionaridade poderão ser uma gravíssima realidade». Outro objectivo dos promotores da municipalização é o recrutamento, pelas autarquias, de até 25 por cento dos professores para as áreas locais do currículo. Às câmaras municipais é atribuída a capacidade de gerir turmas, distribuir alunos por escolas e definir critérios para o funcionamento de cursos a nível concelhio; ficam igualmente com competências em matéria de mobilidade de docentes no concelho, o que agravará a sua já enorme instabilidade profissional, alerta a Plataforma.

Mobilidade
condenada
 

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra deu razão a uma providência cautelar do Sindicato dos Professores da Região Centro e determinou que duas educadoras de infância retomassem o seu posto de trabalho no Instituto da Segurança Social, anulando as deliberações que as remetiam à «mobilidade especial» rebaptizada de «requalificação». O sindicato da Fenprof, que deu a notícia na semana passada, salientou o facto de, sem esta decisão favorável, as educadoras «teriam um corte de 40 por cento no seu vencimento, sem quaisquer perspectivas de conseguir arranjar outro modo de vida», depois de «dezenas de anos de dedicação, trabalho abnegado e de reconhecida qualidade».
No início de Maio, o Sindicato dos Professores do Norte (também da Fenprof) revelou que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela ordenou a reintegração de uma educadora de infância do ISS.

 



Mais artigos de: Trabalhadores

Mais força em meses decisivos

O período de férias aproxima-se, tal como o fim do mandato e a derrota eleitoral dos partidos do Governo, mas este vai manter o ataque, exigindo resposta firme e oportuna por parte dos trabalhadores e da CGTP-IN.

Impedir o desastre das privatizações

Organizações representativas dos trabalhadores (ORT) dos transportes convocaram uma nova jornada de protesto contra as privatizações no sector impostas pelo Governo.

Enfermeiros em greve

A greve de hoje e amanhã, para exigir respostas do Governo às reivindicações dos enfermeiros, defende a melhoria dos cuidados de enfermagem, a par da valorização da profissão.

Denúncia e resistência <br>contra ataques patronais

No dia 28 de Maio, o patrão da Transucatas pediu e obteve ajuda da GNR, ao tentar evitar acção sindical no Parque Ecológico industrial de Paio Pires. Na denúncia pública, feita pelo SITE Sul esta segunda-feira, refere-se que um dirigente do sindicato...

Em greve

Por aumentos salariais, pela reposição do valor do subsídio de alimentação cortado ao pessoal das lavandarias e resíduos, e para que seja desbloqueada a negociação do Acordo de Empresa, os trabalhadores da SUCH (Serviços de...

Protesto na inauguração

Trabalhadores da EMEF e reformados do sector ferroviário acompanharam com protestos contra a privatização da empresa e contra a política do Governo a visita ao Entroncamento do secretário de Estado dos Transportes, no dia 18 de Maio, para a...

Couço festejou Reforma Agrária

Os 40 anos da Reforma Agrária foram celebrados na vila do Couço, no dia 30, sábado, por iniciativa da União dos Sindicatos de Santarém, com o apoio da Junta de Freguesia local.Nas comemorações participou o Secretário-geral da CGTP-IN,...

De fora

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública exigiu a suspensão do processo legislativo sobre a organização dos serviços das entidades intermunicipais e o estatuto do respectivo pessoal dirigente, para que o Governo cumpra o que lhe é imposto pela...

Congresso em Portalegre

O 9.º Congresso da União dos Sindicatos do Norte Alentejano realizou-se no sábado, dia 30, em Portalegre, sob o lema «Organizar, agir, lutar, construir o futuro».Os delegados, em representação dos sindicatos que integram a estrutura distrital da CGTP-IN, analisaram a...