PCP comenta mensagem
do Presidente da República

Mistificar e ocultar

O PCP comentou, no dia 1, a mensagem de Ano Novo do Presidente da República através de uma declaração de Carlos Gonçalves, da Comissão Política. Este dirigente classificou as palavras de Cavaco Silva como um recorrente «conjunto de mistificações», a que se somam as tentativas de ocultar a sua própria responsabilidade da dramática situação que os trabalhadores e as camadas populares enfrentam actualmente.

Para Carlos Gonçalves, a mensagem do Presidente da República «não traz nada de novo nem de positivo, nem para o País nem para a imensa maioria dos portugueses». Pelo contrário, trata-se uma vez mais do apoio à continuação e agravamento da política de direita prosseguida há 38 anos por PS, PSD e CDS.

Destacando as três mistificações patentes na mensagem presidencial, o dirigente do PCP enumerou-as: a primeira é a tentativa da ocultação das suas próprias responsabilidades, como se Cavaco Silva não tivesse sido primeiro-ministro durante dez anos e não fosse Presidente da República há quase tanto tempo. Assim, é evidente que é «um dos maiores responsáveis pela situação em que vivemos».

A segunda mistificação é, para Carlos Gonçalves, o apelo ao compromisso futuro entre PS, PSD e CDS, como se ele não estivesse na base da política de direita. A terceira passa, acrescentou o dirigente do PCP, pela «insistência num mesmo caminho e numa mesma política, como se isso fosse uma inevitabilidade, uma espécie de fatalidade». Ora, para o PCP, é cada vez mais necessária e urgente a demissão do Governo, a convocação de eleições antecipadas, que possam abrir caminho à ruptura com a política de direita e à construção de uma alternativa patriótica de esquerda.




Mais artigos de: PCP

Só palavras não chega

Delegações do PCP e do PS, dirigidas pelos respectivos secretários-gerais, estiveram reunidas anteontem, 6, a pedido deste último. À saída do encontro, em declarações aos jornalistas, Jerónimo de Sousa reafirmou a necessidade de...

Momento decisivo na luta contra<br>o fascismo

O Forte de Peniche acolheu, no dia 3, a evocação dos 55 anos da fuga de Janeiro de 1960, que devolveu à liberdade e à luta revolucionária Álvaro Cunhal e outros nove destacados dirigentes e militantes do PCP.

Organizar para crescer

Não haverá muitos outros concelhos no País onde a desindustrialização tenha sido mais acentuada e acelerada do que no Barreiro. Se nos anos 80 do século passado a Quimigal (antiga CUF) empregava largos milhares de operários, hoje as poucas...

Agrava-se a ofensiva

A viragem do ano confirmou o que o PCP há muito vinha dizendo: o Governo prossegue e intensifica a ofensiva contra direitos dos trabalhadores e do povo.

Nova edição de O Militante

«Há alternativa» é a mensagem de capa da edição de Janeiro/Fevereiro da revista O Militante, já à venda. O texto de abertura, intitulado «2015, romper com 38 anos de políticas de direita!», apresenta as principais tarefas para o ano que agora se...

Desemprego cresce

O PCP comentou, anteontem, 6, os dados divulgados nesse mesmo dia pelo INE, referentes aos valores do desemprego em Novembro do ano passado, já corrigidos de sazonalidade. Para o Partido, os 713 700 trabalhadores desempregados registados, correspondentes a uma taxa de desemprego de 13,9 por cento, revelam um...

Pesca e conservas ameaçadas

O PCP quer travar o encerramento da unidade de Peniche da empresa de conservas Ramirez, prevista para 31 deste mês. E responsabiliza o Governo por este desfecho.