Greves passam o ano

Para os dias 30 e 31 de Dezembro e 1 de Janeiro, o Sindicato da Hotelaria da RA da Madeira convocou greve, em protesto contra as medidas de »escravização» que a associação patronal ACIF exige que fiquem contempladas no contrato colectivo do sector. Entre outras alterações, os patrões da hotelaria pretendem colocar trabalhadores em qualquer local da Região e impor-lhes os custos da deslocação, querem alterar os horários e os dias de descanso, pagar os feriados como dias normais, instituir «bancos» de horas, alargar o período de férias a todo o ano (o próprio Código do Trabalho limita ao período de Maio a Outubro), reduzir o pagamento do trabalho suplementar e reter parte da quotização sindical.
«Há que resistir, há que cerrar fileiras, há que garantir a participação de todos os trabalhadores na luta pelos seus direitos e pela consequente defesa da qualidade no sector», apelou a Direcção da Organização do PCP na Região, numa nota de dia 18, em que destacou «a inegável validade e justeza das reivindicações e da luta dos trabalhadores».

A Comissão de Trabalhadores da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) e cinco sindicatos, entre os quais o STRUN, da Fectrans/CGTP-IN, anunciaram uma greve de quatro dias, com início a 6 de Janeiro, como forma de protesto contra o despedimento de dez motoristas e guarda-freios.
A STCP tem um défice de 140 motoristas, que provoca a não realização de outros tantos serviços todos os dias, recordam as organizações de trabalhadores, que salientam realizar-se esta greve em defesa dos postos de trabalho, mas também da qualidade do serviço público.
Os dez trabalhadores a quem a administração decidiu não renovar os contratos «já deviam integrar o quadro de pessoal efectivo da empresa, pois estão há cinco anos e meio a laborar com contratos a termo ilegais», pois até já há «decisões judiciais favoráveis aos trabalhadores nas referidas condições», afirmam a CT e os sindicatos, numa nota de imprensa conjunta.

 



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