Luta atrasou «requalificação»
O atraso na concretização da «requalificação» de quase setecentos trabalhadores do Instituto da Segurança Social – porta aberta ao despedimento, após dois anos de drástica redução salarial durante dois anos – «é o resultado da luta até agora levada a cabo por estes, contra a destruição dos seus postos de trabalho, a sua colocação na inactividade e a consequente redução de salários».
Para a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, foi essa luta que levou o Governo e o ISS a fazerem «um “compasso de espera” para tentarem aplacar o protesto de que estão a ser alvo». Numa nota emitida dia 18 – quando o Jornal de Negócios e o Público noticiaram que os prazos previstos pelo Governo não foram cumpridos – a federação da CGTP-IN observou que o adiamento vem também «confirmar que o Governo e o ISS querem atirar para casa setecentos trabalhadores, a todo o custo, não respeitando a lei, viciando os fundamentos para a abertura deste processo, omitindo dados fundamentais, sempre com a consciência de que o resultado final será o agravamento da falta de pessoal no Instituto e a degradação dos serviços prestados».
«Tratando-se de um mero adiamento da concretização da decisão de despedir trabalhadores, é preciso dar continuidade à luta, para que o Governo e o ISS, definitivamente, desistam de tal intenção», apelou a federação.
A deliberação que deu início à requalificação e que foi citada nas notícias previa que, até dia 12 de Dezembro, os trabalhadores sujeitos a uma entrevista de selecção deviam ser informados do resultado final e da sua posição na lista das dispensas. No passo seguinte, até 18 de Dezembro, os trabalhadores seriam colocados na «requalificação».