Esforço que dá frutos
A freguesia de Alhos Vedros, no concelho da Moita, é aquilo a que justamente se pode chamar um bastião do PCP. Os resultados obtidos pelos comunistas e seus aliados em sucessivas eleições são disso um evidente testemunho: nas últimas autárquicas, por exemplo, a CDU venceu uma vez mais com maioria absolutíssima.
Mas os resultados eleitorais são apenas a expressão mais visível da força do PCP em Alhos Vedros. Uma força que tem décadas e que se pode explicar pela origem operária da maioria dos moradores da freguesia e pela forma como, desde o 25 de Abril (para não ir mais atrás), a organização do Partido tem correspondido às múltiplas e exigentes tarefas que lhe são colocadas. A acção de contactos com os membros do Partido visando a elevação da militância, a entrega do novo cartão e a actualização de dados é mais uma dessas tarefas, que os comunistas de Alhos Vedros têm já praticamente concluída.
Manuel Penedo e José Gaiolas são dois dos membros da Comissão de freguesia que estiveram, e estão, mais directamente envolvidos nesta acção. Juntamente com outros elementos desse organismo contactaram pessoalmente, porta a porta, a quase totalidade dos militantes do Partido na freguesia: o primeiro numa das zonas periféricas, onde mora; o segundo no centro da vila, de onde é natural e onde habita desde que nasceu, há 70 anos. O facto de conhecer pessoalmente todos e cada um dos militantes do centro de Alhos Vedros facilitou-lhe a tarefa, confessou ao Avante!.
Em falta estão apenas uns poucos membros do Partido, cuja morada «oficial» é na freguesia, mas que habitam de facto noutros locais: há o caso de uma trabalhadora do sector da Hotelaria, que passa meio ano no Algarve e outro tanto em Lisboa, e um outro, de uma emigrante. Os restantes são idosos, alguns dos quais vivem em casa dos filhos ou em lares. Não é, então, exagerado dizer-se que a acção de contactos está concluída em Alhos Vedros.
Querer sempre mais
Para já, estes contactos tiveram como resultado imediato a venda de mais exemplares do Avante! e a actualização do valor de algumas quotas. Se dito assim pode parecer pouco, não o é: na freguesia de Alhos Vedros, antes desta acção de contactos, eram já distribuídas largas dezenas de jornais e a grande parte dos militantes pagava regularmente a sua quotização, fruto de um persistente trabalho diário de ligação aos membros do Partido.
Ali, a acção de contactos não veio introduzir um novo estilo de trabalho, pois o contacto com os militantes comunistas é, há muito, uma realidade quotidiana; ela serviu sobretudo para prosseguir e levar mais longe aquela que é uma preocupação permanente dos comunistas de Alhos Vedros: o reforço da organização, intervenção e influência do Partido. Daí que, para Manuel Penedo, a concretização desta acção não tenha sido particularmente complicada. Requereu esforço e dedicação, é certo, mas é desses ingredientes que se faz a militância comunista. Ali como noutros locais.
Manuel Penedo e José Gaiolas são daqueles comunistas que estão sempre insatisfeitos com os resultados alcançados e querem sempre mais. Ao ouvi-los, chega-se a ficar com a impressão de que são mais os obstáculos e os fracassos do que as conquistas e os êxitos: queriam um núcleo activo mais alargado na freguesia, mais gente a comprar o Avante! e mais quotas cobradas e de valor mais elevado.
Mas são também os primeiros a reconhecer as dificuldades com que os militantes do Partido, incluindo eles próprios, se confrontam diariamente: «Este é um partido de trabalhadores, não de capitalistas», afirma José Gaiolas, garantindo que esta sua natureza de classe tem implicações ao nível da disponibilidade de muitos militantes para o trabalho, devido à brutal precariedade que se faz sentir hoje nas empresas, e sobretudo no valor das quotas. Manuel Penedo concorda, lembrando que grande parte dos militantes da freguesia tem reformas muito baixas: «fazem sacrifícios, dentro das suas possibilidades, para pagar as quotas do Partido», valoriza.
É deste esforço que se faz, que sempre se fez, um PCP mais forte, mais ligado aos trabalhadores e ao povo, mais interventivo. Um esforço que já dá frutos, em Alhos Vedros como por todo o País, e que não deixará de contribuir para as profundas transformações sociais que mais cedo ou mais tarde terão lugar em Portugal.
Mas os resultados eleitorais são apenas a expressão mais visível da força do PCP em Alhos Vedros. Uma força que tem décadas e que se pode explicar pela origem operária da maioria dos moradores da freguesia e pela forma como, desde o 25 de Abril (para não ir mais atrás), a organização do Partido tem correspondido às múltiplas e exigentes tarefas que lhe são colocadas. A acção de contactos com os membros do Partido visando a elevação da militância, a entrega do novo cartão e a actualização de dados é mais uma dessas tarefas, que os comunistas de Alhos Vedros têm já praticamente concluída.
Manuel Penedo e José Gaiolas são dois dos membros da Comissão de freguesia que estiveram, e estão, mais directamente envolvidos nesta acção. Juntamente com outros elementos desse organismo contactaram pessoalmente, porta a porta, a quase totalidade dos militantes do Partido na freguesia: o primeiro numa das zonas periféricas, onde mora; o segundo no centro da vila, de onde é natural e onde habita desde que nasceu, há 70 anos. O facto de conhecer pessoalmente todos e cada um dos militantes do centro de Alhos Vedros facilitou-lhe a tarefa, confessou ao Avante!.
Em falta estão apenas uns poucos membros do Partido, cuja morada «oficial» é na freguesia, mas que habitam de facto noutros locais: há o caso de uma trabalhadora do sector da Hotelaria, que passa meio ano no Algarve e outro tanto em Lisboa, e um outro, de uma emigrante. Os restantes são idosos, alguns dos quais vivem em casa dos filhos ou em lares. Não é, então, exagerado dizer-se que a acção de contactos está concluída em Alhos Vedros.
Querer sempre mais
Para já, estes contactos tiveram como resultado imediato a venda de mais exemplares do Avante! e a actualização do valor de algumas quotas. Se dito assim pode parecer pouco, não o é: na freguesia de Alhos Vedros, antes desta acção de contactos, eram já distribuídas largas dezenas de jornais e a grande parte dos militantes pagava regularmente a sua quotização, fruto de um persistente trabalho diário de ligação aos membros do Partido.
Ali, a acção de contactos não veio introduzir um novo estilo de trabalho, pois o contacto com os militantes comunistas é, há muito, uma realidade quotidiana; ela serviu sobretudo para prosseguir e levar mais longe aquela que é uma preocupação permanente dos comunistas de Alhos Vedros: o reforço da organização, intervenção e influência do Partido. Daí que, para Manuel Penedo, a concretização desta acção não tenha sido particularmente complicada. Requereu esforço e dedicação, é certo, mas é desses ingredientes que se faz a militância comunista. Ali como noutros locais.
Manuel Penedo e José Gaiolas são daqueles comunistas que estão sempre insatisfeitos com os resultados alcançados e querem sempre mais. Ao ouvi-los, chega-se a ficar com a impressão de que são mais os obstáculos e os fracassos do que as conquistas e os êxitos: queriam um núcleo activo mais alargado na freguesia, mais gente a comprar o Avante! e mais quotas cobradas e de valor mais elevado.
Mas são também os primeiros a reconhecer as dificuldades com que os militantes do Partido, incluindo eles próprios, se confrontam diariamente: «Este é um partido de trabalhadores, não de capitalistas», afirma José Gaiolas, garantindo que esta sua natureza de classe tem implicações ao nível da disponibilidade de muitos militantes para o trabalho, devido à brutal precariedade que se faz sentir hoje nas empresas, e sobretudo no valor das quotas. Manuel Penedo concorda, lembrando que grande parte dos militantes da freguesia tem reformas muito baixas: «fazem sacrifícios, dentro das suas possibilidades, para pagar as quotas do Partido», valoriza.
É deste esforço que se faz, que sempre se fez, um PCP mais forte, mais ligado aos trabalhadores e ao povo, mais interventivo. Um esforço que já dá frutos, em Alhos Vedros como por todo o País, e que não deixará de contribuir para as profundas transformações sociais que mais cedo ou mais tarde terão lugar em Portugal.