Mais e melhor Festa
A 38.ª edição da Festa do Avante! constituiu um extraordinário êxito. Uma extraordinária realização dos comunistas e do seu Partido, que a conceberam, construíram e fizeram funcionar durante três dias. Obra colectiva, para a qual convergiram milhares de saberes, vontades e muitas horas de trabalho voluntário, sem a qual esta Festa não seria possível.
A campanha, como a própria Festa, é uma obra colectiva
A Festa do Avante! é uma Festa de todos. De todos os que participam na sua promoção e divulgação, na venda de EP, na construção e funcionamento e de todos os que, de alguma forma, participam e contribuem para três dias de alegria, convívio e camaradagem. Incluindo todos aqueles que usufruem da sua oferta cultural, dos espectáculos, da gastronomia, das actividades desportivas, dos debates e das exposições.
Muitos milhares de homens, mulheres e jovens fazem da Festa do Avante! a sua Festa. Muitos deles não têm partido e, por vezes ultrapassando reservas e preconceitos, vêm uma primeira vez, mas voltam deslumbrados pela sua dimensão, conteúdos e pelo ambiente único que ali se vive naqueles três dias. E voltam, voltam sempre, porque sabem que a Festa do Avante! é a sua Festa. Tal como, mesmo que ainda não o saibam, este Partido – o PCP – é o seu Partido.
Na 38.ª Festa do Avante! celebrou-se o 40.º Aniversário da Revolução de Abril através de diversas iniciativas que afirmaram os seus valores. Mas estes viveram-se, sobretudo, no ambiente de solidariedade, amizade, confiança e luta que se respirava na Festa – ou não fosse a Festa do Avante! também ela uma realidade tornada possível com o 25 Abril. A Festa de Abril.
Festa do Avante!, festa de Abril, festa dos trabalhadores, do povo e da juventude que é, comprovadamente, a maior realização político-cultural do nosso País, com um forte impacto internacional. Na sua dimensão cultural, que nem sempre é conhecida por quem não passa pela Atalaia no primeiro fim-de-semana de Setembro, valoriza-se as artes e a cultura, apresentando um amplo e diversificado programa onde cabe a música, em pequenos e grandes palcos, nomes consagrados e quase «desconhecidos» de todos os géneros musicais, o teatro, o cinema, a gastronomia e o artesanato, os livros e os discos, o desporto, a ciência, as artes plásticas, a fotografia e a poesia.
No plano político, a Festa do Avante! afirmou-se como espaço de convicções, ideais e confiança no futuro. Nas dezenas de debates, na iniciativa de abertura, no grande comício de domingo, um dos maiores, afirmou-se o projecto do Partido, afirmou-se com confiança que com a luta dos trabalhadores e do povo, com o reforço do PCP, é possível abrir caminho a uma política patriótica e de esquerda que afirme os valores de Abril no futuro de Portugal.
Melhor só para o ano
Sempre se costuma afirmar, e com razão, que não havendo Festa como esta, melhor só a do próximo ano. E este ano temos redobradas razões para o fazer devido ao anúncio feito pelo Secretário-geral do Partido, na abertura da Festa, da decisão de adquirir a Quinta do Cabo da Marinha, espaço de sete hectares, contiguo à Quinta da Atalaia, que permitirá aumentar o espaço da Festa, encontrar melhores soluções para a reformulação dos espaços, para o enriquecimento dos seus conteúdos, para a melhoria das condições da sua preparação e funcionamento, para o acolhimento dos seus visitantes.
Esta decisão, correspondendo a uma justa e antiga aspiração, permitirá desenvolver a Festa, ter uma Festa ainda maior e melhor, vencer certos condicionalismos e aproveitar a única verdadeira oportunidade de expansão da Festa para um espaço que oferece condições naturais para esse efeito e um enquadramento paisagístico de grande qualidade.
Ao mesmo tempo que iniciamos a preparação da Festa do Avante! de 2015, tendo no horizonte a 40.ª edição da Festa, em 2016, alargando a discussão e a recolha de contribuições que, partindo das características essenciais do que é a Festa, tenham em vista a sua melhoria e o aproveitamento das potencialidades do novo espaço, lançamos também uma importante campanha de fundos para custear a aquisição da Quinta do Cabo. Esta campanha, tal como a Festa do Avante! e o espaço onde se realiza, a Quinta da Atalaia, são uma obra colectiva e a sua concretização dependerá do empenho, dedicação e participação dos militantes comunistas, dos amigos do Partido e da Festa e de muitos outros democratas.
Há 25 anos, o anúncio da aquisição da Quinta da Atalaia constituiu uma alegria para o colectivo partidário porque, como dizia Álvaro Cunhal no comício da Festa de 1990, «é que este maravilhoso local será terra firme e certa para a Festa do Avante!». Mas essa aquisição significou muito mais do que isso, como também afirmou Álvaro Cunhal em Abril de 1990 num convívio realizado na Quinta da Atalaia: «a Atalaia é já hoje e confirmará ser uma nova afirmação e um novo marco da força e determinação do PCP e da sua confiança no futuro.»
Hoje, tal como em 1989, num momento muito exigente e difícil, esta decisão revela a confiança do PCP no colectivo partidário, nos visitantes e amigos da Festa, nos trabalhadores, na juventude e no povo português, confiança de que é possível resistir e avançar e projectar os valores de Abril no futuro de Portugal.