À porta da Moritex

Várias dezenas de trabalhadores mantêm-se desde sexta-feira, 8, à porta da fábrica da Moritex, em Pinheiro (Guimarães), para evitar qualquer tentativa de desvio de património. Francisco Vieira, do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes, disse à Lusa que a empresa deve mais de 200 mil euros aos trabalhadores só em salários, sendo que as dívidas aos credores ascendem a 2,5 milhões de euros.

A empresa deixou de pagar salários em Abril e, dos cerca de 130 trabalhadores que tinha em Maio, só 28 se mantêm em serviço, tendo muitos suspenso ou rompido os contratos.

No dia 8, o sindicato da Fesete/CGTP-IN pediu a insolvência da Moritex; no dia seguinte, a administração requereu o Processo Especial de Revitalização da empresa, ontem aprovado por um tribunal.

Francisco Vieira considerou que se trata de um «bom passo», mas fez um apelo aos trabalhadores para não desmobilizarem até haver mais novidades, pois só a sua acção tem impedido «o saque» e protegido «os bens que ainda restam». Antes de os piquetes estarem à entrada das instalações – recordou –, já tinham sido retiradas 25 mil peças, duas viaturas, e entre oito e nove toneladas de malha para pagar a uma credora de Barcelos.

 



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