Taxa oficial distante do desemprego real

Desemprego mantém-se elevado

A CGTP-IN considera os dados do INE sobre a taxa de desemprego no segundo trimestre de 2014 distantes da realidade do País e denuncia as estratégias do Governo para a esconder.

É urgente apostar numa política que defenda os interesses do País e do povo

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Num comunicado emitido a 5, a Inter respondeu aos dados divulgados, nesse dia, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que apontam para uma taxa de desemprego de 13,9 por cento no segundo trimestre deste ano, afirmando que esse valor não traduz a realidade do desemprego em Portugal: continua «inaceitavelmente alto», apresentando «uma taxa real próxima dos 23 por cento» e mantendo o nosso país com um dos níveis «mais elevados entre os países da UE e da Zona Euro». 
A CGTP refere que o número de trabalhadores «impedidos de participar total ou parcialmente na produção do País é superior a um milhão e 260 mil pessoas»: para além dos «729 mil desempregados considerados pelo INE como desempregados, há ainda 257 mil inactivos disponíveis que não procuram emprego e 252 mil subempregados que trabalham menos tempo do que desejariam»; a estes «há que juntar ainda os inactivos à procura de emprego mas não imediatamente disponíveis para trabalhar (28 mil)».
No respeitante ao desemprego de longa duração, a Intersindical refere que este atinge mais de 490 mil pessoas – mais de 67 por cento do total –, «num contexto em que a protecção no desemprego abrange menos de metade do desemprego oficial» e se agrava «no caso dos jovens, especialmente entre os menores de 25 anos», que acedem às prestações em menos de 10 por cento dos casos.
O texto sublinha ainda que há «que ter em conta que milhares de portugueses continuam a sair do país anualmente (67 mil em idade activa desde o segundo trimestre de 2013)», sendo que outros «passaram à inactividade (a população activa diminuiu mais de 47 mil)».
Sobre as «chamadas medidas activas de emprego», tão badaladas pelo Governo, a Inter afirma que «estão a ser usadas para subsidiar as empresas e criar milhares de trabalhos precários e mal pagos»; no caso dos contratos de emprego-inserção e dos estágios no sector privado, procede-se à substituição de postos de trabalho permanentes, sem que os salários pagos correspondam ao valor devido, denuncia a central sindical, que considera, assim, urgente «pôr termo rapidamente a esta situação» e apostar numa política «geradora de crescimento económico, emprego de qualidade, com salários dignos e boas condições de trabalho».


Desemprego jovem elevado


A Inter afirma que a taxa de desemprego jovem se mantém muito elevada em Portugal, sendo uma mais das altas da União Europeia. Os números ilustram bem a gravidade da situação. São jovens (dos 15 aos 34 anos): 308 mil dos 729 mil desempregados considerados pelo INE; 94 mil dos 257 mil desencorajados; 84 mil dos 252 mil subempregados; 14 mil dos 28 mil inactivos à procura de emprego mas não imediatamente disponíveis para trabalhar; 173 mil dos 490 mil desempregados de longa duração. Como consequência da política de direita, que potencia a precariedade, há mais de 403 mil jovens a trabalhar com um vínculo precário.




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