Estado da Nação comprova necessidade de interromper caminho de ruína nacional

Pulseira electrónica

Desmontando a falácia da «saída limpa», da «libertação da troika, das amarras externas e das «políticas de austeridade», Jerónimo de Sousa pôs em evidência a contradição entre essa asserção e a reiterada intenção de prosseguir a austeridade. E lembrou que é o próprio governador do Banco de Portugal que afirma que até 2019 é preciso mais austeridade de sete mil milhões, enquanto o Presidente da República «profetiza a austeridade até ao ano de 2030, pelo menos».

Num debate onde foi manifesta essa insistente tentativa do Governo de camuflar e distorcer a realidade, moldando-a aos seus interesses, a bancada comunista não perdeu nenhuma oportunidade para desmascarar a manobra.

«Seja com a troika a mandar cá dentro seja com a troika a mandar lá de fora o que é evidente é que a manter-se este Governo, a manter-se esta política, o País estará amarrado à pulseira electrónica das medidas que tanto têm lesado o nosso País e os portugueses», asseverou, por seu lado, o deputado comunista António Filipe.

E a comprová-lo, exemplificou, está o «garrote da dívida», cujo valor aumentou de forma galopante nos últimos três anos, bem como o «garrote do empobrecimento», ou o «garrote do profundo retrocesso social» que tem vindo a afundar o País e a vida dos portugueses.

«A troika poderá já não estar aqui fisicamente mas a verdade é que o País continua sequestrado às políticas da troika, que este Governo pretende continuar a impor», referiu o deputado do PCP, daí extraindo que se tornou hoje um «imperativo nacional» afastá-lo da governação e mudar de política, o mais rapidamente possível, «a bem de Portugal e a bem da qualidade de vida dos portugueses».

 



Mais artigos de: Assembleia da República

A urgência de uma política alternativa

Dois olhares estiveram em confronto no Parlamento no debate sobre o estado da Nação. Ao cenário virtual da «saída limpa» sugerido pelo Governo, contrapôs o PCP a dramática realidade de um País mais pobre e desigual.

Realidade desmente Governo

Na sua intervenção inicial Jerónimo de Sousa foi direito ao assunto descrevendo um quadro muito completo sobre os principais problemas com que se debatem hoje os portugueses e o País.

Saída está na ruptura e mudança

Chegou ao fim no plano formal o programa de intervenção das troikas nacional e estrangeira, mas não o pesadelo de uma Nação que vê o seu presente e o seu futuro hipotecados por uma política que apenas sabe somar medidas de austeridade, saque e...

Ataque feroz aos direitos

Bem conhecida e sentida pela generalidade dos portugueses é a política de cortes nos salários e nas pensões, nos apoios sociais aos idosos, às crianças, aos jovens, aos desempregados. Uma linha de actuação estratégica que ganha...

Riso de mau gosto

Imagem que fica deste debate é a da gargalhada grotesca do primeiro-ministro quando o Secretário-geral do PCP falava dos desmandos da Banca, que tão caro têm custado aos portugueses (ver intervenção de Jerónimo de Sousa na pág. 15). Cara de gozo que não...

Foguetes no País que sofre

O «fim da crise» tantas vezes proclamado pelo Governo e pela maioria PSD/CDS-PP não resiste a uma comparação simples com a realidade. Foi para esse enorme fosso que separa a propaganda da vida concreta das pessoas que o deputado comunista António Filipe chamou a...

Branquear e omitir

O PCP demarcou-se em «aspectos essenciais» das conclusões propostas pela maioria PSD/CDS-PP na comissão parlamentar de inquérito aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, por entender que não reflectem as «pesadas responsabilidades» a repartir por governos envolvendo o...