Octávio Pato faleceu há 15 anos

Continua ao nosso lado

No dia 19 de Fevereiro de 1999, o Partido Comunista Português via partir, pela lei da vida, um dos seus mais destacados dirigentes: Octávio Pato, à data membro do Secretariado do Comité Central. Tinha 73 anos.

Para trás ficavam quase seis décadas de intensa e empenhada actividade revolucionária, iniciada com apenas 15 anos na sua Vila Franca de Xira natal: primeiro na Federação da Juventude Comunista Portuguesa e, a partir de 1941, também no Partido. Em 1944, participa activamente na preparação, organização e desencadeamento das grandes greves de 8 e 9 de Maio, passando no ano seguinte à clandestinidade. Dois anos depois, foi destacado para criar e impulsionar um grande movimento unitário de massas juvenis, o MUD Juvenil. No ano seguinte, volta à mais rigorosa clandestinidade, permanecendo ligado às organizações de juventude e passando a integrar a Direcção da Organização Regional de Lisboa do PCP.

Eleito para o Comité Central em 1949 (como membro suplente), em 1952, já como efectivo, é designado para o Secretariado. Trabalha nas direcções regionais de Lisboa, Norte e Sul, bem como na redacção do Avante!, tendo igualmente sido responsável pelo controlo das duas tipografias centrais. Em 1961, é preso pela PIDE. Barbaramente espancado e torturado, impedido de dormir durante 18 dias e noites seguidos e quatro meses incomunicável, recusou-se a responder a quaisquer perguntas.

No tribunal, onde foi espancado pela firme defesa que aí fez, foi condenado a oito anos e meio de prisão, indefinidamente prorrogáveis por «medidas de segurança». Seria libertado em 1970, após um grande movimento de solidariedade, voltando pouco depois à luta clandestina. À data do 25 de Abril de 1974, era membro do Secretariado e da Comissão Executiva do CC tendo a seu cargo, entre ouras tarefas, a redacção do Avante!.

Depois da revolução, Octávio Pato foi deputado e presidente do Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia Constituinte, em 1975; candidato à Presidência da República em 1976, e deputado à Assembleia da República de 1976 a 1991. No plano partidário, integrou a Comissão Central de Controlo e Quadros de 1988 a 1992; a Comissão Política de 1974 a 1988, e o Secretariado de 1974 até ao seu falecimento.

Ao seu funeral, realizado no Alto de São João, em Lisboa, acorreram «muitos milhares de camaradas e de amigos, na grande maioria trabalhadores e povo anónimo», como noticiou então o Avante!.

 



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