Omissões e descrédito
O ainda ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Portas, que foi anteontem ao Parlamento por exigência do PCP para esclarecer o incidente relativo ao sobrevoo do avião do presidente boliviano, acabou por nada adiantar sobre as «considerações técnicas» anteriormente alegadas, o que levou o líder parlamentar comunista a concluir que afinal a razão invocada em comunicado «não era verdadeira». Mais, ao dizer que quis evitar que Portugal importasse um «problema que não criou» (numa alusão a Edward Snowden), o ainda ministro da tutela assumiu de forma implícita que na base da decisão esteve de facto uma consideração política.
Paulo Portas, apesar de muito instado pelo PCP, escusou-se ainda a falar da crise que envolveu o Governo na semana passada, numa sucessão inimaginável de episódios burlescos.
Foi «absolutamente intolerável toda a novela que aconteceu nos últimos dias a acrescentar à política que aconteceu nos últimos anos», sublinhou Bernardino Soares, que considerou ter sido atingido «um ponto insuportável, do ponto de vista do regime democrático, do regular funcionamento das instituições e da política que está a ser seguida».
Paulo Portas, apesar de muito instado pelo PCP, escusou-se ainda a falar da crise que envolveu o Governo na semana passada, numa sucessão inimaginável de episódios burlescos.
Foi «absolutamente intolerável toda a novela que aconteceu nos últimos dias a acrescentar à política que aconteceu nos últimos anos», sublinhou Bernardino Soares, que considerou ter sido atingido «um ponto insuportável, do ponto de vista do regime democrático, do regular funcionamento das instituições e da política que está a ser seguida».