Coimbra

Poderosa jornada

Faltaram os transportes públicos e a recolha do lixo não se fez

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Um «abalo irreversível a este Governo e a estas políticas», assim caracteriza a Direcção da Organização Regional de Coimbra do PCP o impacte da greve geral, jornada que em sua opinião assumiu um carácter «determinante na luta contra o roubo dos salários e rendimentos, contra a liquidação de direitos sociais e injustiças».

No sector ferroviário, em Coimbra, essa forte adesão dos trabalhadores impediu a circulação de comboios.

Nos Serviços Municipalizados de Transportes de Coimbra, de 146 autocarros que deveriam circular só três saíram dos seus locais de recolha o que deixou a cidade do Mondego praticamente sem transportes. Na recolha de lixo a adesão foi de 100% no turno da noite e de mais de 90% no turno de dia.

Nota de relevo no capítulo dos transportes rodoviários para a RBL (grupo TRANSDEV) onde se verificou uma adesão de cerca de 65% (70% nas oficinas), enquanto na Moisés Correia de Oliveira, sediada em Montemor-o-Velho, paralisaram 30% dos trabalhadores.

Na empresa «Cartolinas Prado» (Lousã) a greve forçou a paragem da produção e na Malhe (sector metalúrgico), em Cantanhede, 90 trabalhadores aderiram à greve. Nas oficinas da Caetano Auto a adesão elevou-se a 95%, na Olimpus (freguesia de Torre Vilela, Coimbra), situou-se em 30 % e na Cinca, empresa cerâmica, 30 trabalhadores não foram trabalhar.

No Centro de produção e Logística de Taveiro dos CTT a adesão foi de 98% no turno da noite, sendo que a greve teve expressão em muitos outros locais de trabalho dos Correios.

No sector da função pública foram muitos os serviços e repartições encerradas, como o Museu Monográfico Conimbriga, Registo Civil de Coimbra, Registo Automóvel e Predial de Coimbra. Encerraram também todas as cantinas dos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra. Na área da educação houve uma adesão de 100% na Escola EB 2.3 de Febres/Cantanhede; 98% na Escola Secundária José Falcão; 95% na Escola Secundária Qtª Flores, em Coimbra; 90% no Agrupamento Escolas Soure e no Agrupamento de Escolas Fernando Namora, Condeixa; 75% na Escola Secundária Jaime Cortesão, Coimbra; 70% na Escola Secundária Cristina Torres; 85% no Agrupamento de Escolas Marquês Marialva, Cantanhede.

Na área da Saúde, na parte da manhã, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, a adesão foi de 100% na Urgência e no Serviço de Sangue, de 95% nas Consultas Externas e de 80% no Bloco Central e Recobro. No Hospital dos Covões apenas se cumpriram os serviços mínimos na Urgência e o Bloco Operatório encerrou. No Hospital Pediátrico, cumpriram-se os serviços mínimos na Cirurgia e houve adesões de 100% na Medicina, Oncologia, Ortopedia, Estomatologia, Raio-X, Rouparia, Armazém, sendo de 85% no Pessoal Administrativo e de 90% no Internamento. No IPO de Coimbra a adesão foi de 100% no Raio X e na Esterilização, de 90% nos internamentos e de 60% nas consultas externas. No Hospital da Figueira Foz a adesão foi de 100% no Bloco Operatório.

Os enfermeiros do IPO (Coimbra), por seu turno, aderiram a 100% à greve durante a tarde, sendo a sua adesão de 86% durante a manhã; 86% dos enfermeiros fizeram greve na Maternidade Bissaya Barreto, 72% no Hospital dos Covões e cerca de 100% no Hospital de Cantanhede. No IDT/CR Alcoologia a adesão foi plena, atingindo 80% na maternidade Daniel de Matos e 80% no hospital Sobral Cid.

No Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra a adesão dos «investigadores júnior» alcançou 98,75%, foi total entre os «investigadores contratados» e mobilizou 75% dos funcionários.

A greve dos trabalhadores do sector da hotelaria teve efeitos no serviço de alimentação dos HUC, com 90% dos 180 trabalhadores a aderir. Na alimentação do Hospital dos Covões a adesão foi de 96%, de 80% na Maternidade Bissaya Barreto, também 80% no Hospital Distrital da Figueira da Foz e de 60% na lavandaria dos HUC.

 

 



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