«É tempo de mudança»
Centenas de pessoas participaram, no dia 2 de Junho, na apresentação dos candidatos da CDU aos órgãos autárquicos do concelho de Grândola.
Vamos auscultar os grandolenses em todo o concelho
«É tempo de mudança». Estas foram as primeiras palavras proferidas no Auditório Municipal, onde se afirmou que «os grandolenses sabem que podem confiar na CDU para seguir em frente, retomando o rumo do progresso, onde os interesses de Grândola e dos grandolenses estarão sempre em primeiro lugar».
«Não temos dúvidas de que as nossas propostas são as mais válidas, as mais justas e que vão de encontro às reais necessidades e desejos do povo do Grândola», reforçou-se, apresentando, de seguida, os candidatos e o mandatário da CDU (Fernando António de Oliveira Travassos), «homens e mulheres, trabalhadores honestos e competentes, profundos conhecedores do nosso concelho, dispostos a servir da melhor forma a nossa população».
Na sessão foram apresentados o cabeça de lista da CDU à Assembleia Municipal de Grândola, Rafael Francisco Lobato Rodrigues, assim como os primeiros sete candidatos à Câmara Municipal, lista encabeçada por António de Jesus Figueira Mendes.
Ao palco subiram ainda Manuel João Fernando Vaz, cabeça de lista à Assembleia de Azinheira dos Barros, Ricardo Costa, cabeça de lista à Assembleia de Freguesia do Carvalhal, Sandra Gonçalves, cabeça de lista à Assembleia de Freguesia de Melides, e Maria de Fátima Luzia, cabeça de lista à União de Freguesias de Grândola e Santa Margarida da Serra.
A iniciativa contou com a presença e intervenção de Susana Silva, da Comissão Executiva Nacional do Partido Ecologista «Os Verdes», e de João Dias Coelho, da Comissão Política do Comité Central do PCP.
Campanha positiva
António Mendes alertou para difícil situação económica da autarquia, gerida pelo PS, e deu conta da existência de «um conjunto de problemas a que é necessário e urgente dar resposta», nomeadamente nas estradas municipais, nos arruamentos e na rede de água e de esgotos.
«É que nos últimos anos, não só não se construiu, como não se conservou», acusou o candidato à Câmara Municipal, sem esquecer a necessidade de intervir no «casco velho da vila», que «está cada vez mais degradado, abandonado e sem vida». Para além do turismo, António Mendes falou na necessidade de investir na agricultura, na floresta e na pecuária, «sectores de grande importância». Também a indústria, a cultura e a saúde não serão abandonadas pela CDU.
Na sua intervenção, o cabeça de lista deu ainda a conhecer que a «equipa ganhadora» que ali foi apresentada vai já começar a trabalhar no programa eleitoral da CDU. «Vamos auscultar os grandolenses em todo o concelho, reunir com as associações representativas das mais variadas áreas, do turismo, agricultura, comércio, cultura, desporto, saúde, acção social, ensino, terceira idade. Enfim, tudo o que tenha a ver com o concelho e constatar as suas necessidades, definir prioridades, sem promessas que não possamos cumprir, sem demagogia, com realismo e responsabilidade», sublinhou, prometendo «uma campanha pela positiva, com elevação e respeito pelos adversários, não deixando contudo de criticar, quando tivermos que o fazer, e as circunstâncias o ditarem».
Aos trabalhadores da Câmara Municipal, António Mendes deixou uma mensagem: «Connosco não vai ninguém para a prateleira».
«Tempos de crise»
A sessão contou ainda com as palavras de Rafael Rodrigues. «Estamos neste projecto de coração aberto, disponíveis para trabalhar, e com o interesse de servir o bem público e defender o interesse das populações que, estamos convictos, nas próximas eleições, nos irão eleger, porque as equipas de candidatos que apresentamos para os diversos órgãos são as melhores, como também o são as nossas propostas que muito em breve estaremos a partilhar com os eleitores na rua, cara a cara, no diálogo franco, porque é essa a nossa prática», salientou.
O cabeça de lista à Assembleia Municipal de Grândola falou ainda nos «tempos de crise» que «vivemos hoje em Portugal» e dos «fortes ataques ao Poder Local democrático, alguns dos quais inviabilizados pelo Tribunal Constitucional, que só pretendem restringir a participação e afastar as populações dos seus órgãos». «No concelho de Grândola, a Freguesia de Santa Margarida da Serra é integrada na de Grândola, medida desnecessária, contrária ao interesse da população e que foi recusada por todos os órgãos autárquicos do concelho», informou.
Não querendo fazer um balanço dos últimos quatro anos no município de Grândola, Rafael Rodrigues frisou no entanto que a CDU vai herdar, a partir de Outubro, «uma situação muito pior do que em 2001 existia, com menos projectos, menos definição de prioridades, mais despesas, mais dívida, mais empréstimos, no fundo, uma situação financeira difícil, por força de quem, quando as receitas eram generosas, não soube preparar o futuro».