Desatar os acessos
A construção de um novo acesso rodoviário ao porto comercial de Viana do Castelo, promessa com mais de uma década nunca concretizada, é considerada uma obra prioritária na recomendação ao Governo aprovada pelo Parlamento e publicada no dia 13 de Maio em Diário da República. Além desse sentido de urgência à obra a AR defende, por outro lado, que o Executivo garanta o financiamento público necessário para a concretização do projecto.
Esta recomendação surge na sequência de iniciativas legislativas do PCP, do BE e do PS pugnando por aqueles objectivos. Em debate no passado dia 12 de Abril, só o texto do PS foi então aprovado, sendo os dois restantes inviabilizados pela maioria PSD/CDS-PP.
Sublinhada na ocasião pelo deputado comunista Honório Novo foi a circunstância de o acesso rodoviário ao porto de Viana do Castelo não permitir aproveitar toda a capacidade de carga e movimento ali instalada. Essa é, aliás, apesar da evolução registada nos últimos anos, a razão pela qual o seu potencial de utilização está muito longe do limite. Handicap que leva ainda a que muitos operadores escolham outros portos, como Leixões e, inclusivamente, Vigo, porque não há condições que facilitem a utilização deste porto numa escala superior.
Honório Novo criticou, entretanto, o que considerou ser o atraso na execução deste projecto – erigiu-o mesmo à categoria de espécie de «obras de Santa Engrácia» –, iniciado no dealbar deste século. E lembrou, nomeadamente, que de 2008 para cá – data da aprovação final do projecto – não se fez rigorosamente nada».
«Decorre tardiamente e muito lentamente o processo de expropriação mas, além disso, mais nada», verberou na altura, assinalando que nem o concurso internacional avançou.
E por isso defendeu o urgente avanço da obra, lembrando que a competitividade económica do Alto Minho também depende da construção desta infra-estrutura.